Morador de Campo Mourão perde mais de R$ 4 mil em golpe do falso advogado
Um morador de Campo Mourão perdeu mais de R$ 4 mil após cair no golpe do “falso advogado”. O caso foi registrado pela Polícia Civil nessa segunda-feira (1º). O prejuízo estimado foi de R$ 4.050,00. Segundo o boletim de ocorrência, os criminosos entraram em contato com a vítima por meio do WhatsApp e se passaram pelo advogado responsável por um processo judicial que ela possuía em andamento.
Para tornar a fraude mais convincente, os golpistas afirmaram que o morador havia vencido a ação e que o valor estaria pronto para liberação. Em seguida, alegaram que seria necessária apenas uma atualização cadastral dos dados bancários para concluir o depósito.
A partir desse momento, a conversa passou para uma etapa mais elaborada em que os criminosos convenceram a vítima a participar de uma videochamada sob o argumento de que seria preciso validar informações junto ao sistema bancário.
Durante a chamada, orientaram o morador a realizar procedimentos dentro do aplicativo do banco. A vítima acreditou estar apenas confirmando dados para recebimento do valor judicial. Somente após concluir todas as etapas, percebeu que havia sido enganada.
Conforme a Polícia Civil, os bandidos conseguiram efetuar movimentações financeiras não apenas da conta da vítima, mas também da conta bancária da esposa. A polícia instaurou investigação para rastrear as contas utilizadas no recebimento dos valores e tentar identificar os responsáveis.
Alerta
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou recentemente uma campanha permanente de combate ao chamado golpe do falso advogado e disponibilizou uma plataforma de verificação da identidade profissional após crescimento dos registros em todo o país.
De acordo com orientações divulgadas pela OAB e por órgãos do Judiciário, os criminosos normalmente escolhem pessoas que realmente possuem ações judiciais em andamento. Utilizando dados públicos dos processos, como nomes das partes, número do processo, nome do advogado e até imagens retiradas de redes sociais, eles constroem uma narrativa aparentemente legítima para obter acesso financeiro da vítima.
Na prática, o roteiro costuma seguir um padrão: contato por WhatsApp, informação falsa sobre liberação de valores, pedido de atualização bancária, solicitação de PIX ou orientação para que a própria vítima execute operações dentro do aplicativo do banco. Em muitos casos, também são usados compartilhamento de tela e videochamadas para aumentar a sensação de confiança.
A Polícia Civil ressaltou que tribunais de justiça não entram em contato por aplicativos de mensagens para solicitar pagamentos, nem exigem depósitos para liberar valores judiciais. Advogados também não costumam solicitar procedimentos bancários por videochamada para recebimento de decisões judiciais.
Como evitar cair no golpe
Desconfie de mensagens informando ganho de causa ou liberação urgente de dinheiro; nunca realize PIX ou qualquer transferência para “liberar” valores judiciais; confirme qualquer pedido diretamente com o advogado usando telefone ou canal já conhecido; não compartilhe senhas, códigos de autenticação, token ou tela do aplicativo bancário; em caso de suspeita, contate imediatamente o banco e registre boletim de ocorrência.

