Operação do Gaema resulta em três prisões por contrabando de agrotóxicos na região

Foram identificados agrotóxicos ilegais e vencidos em propriedades rurais dos municípios de Terra Boa e Cianorte.

Foram identificados agrotóxicos ilegais e vencidos em propriedades rurais dos municípios de Terra Boa e Cianorte (imagem ilustrativa)

Um trabalho de fiscalização realizado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do núcleo de Campo Mourão do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (), resultou na prisão de três pessoas por contrabando de agrotóxicos em propriedades rurais da região. Dois dos detidos são do município de .

A Operação Estoque Limpo foi realizada nesta semana (24, 25 e 26 de junho), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o Instituto Água e Terra (IAT) e a Polícia Ambiental, com apoio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo do MPPR.

O objetivo da ação foi monitorar o armazenamento, transporte e uso de agrotóxicos em propriedades rurais nos municípios de Paraíso do Norte, Terra Boa, Cianorte, Jussara, Indianópolis e São Tomé. Também buscou-se identificar substâncias de uso proibido ou de origem estrangeira introduzidas ilegalmente no país, em desacordo com as normas sanitárias e ambientais.

Resultados

Durante o trabalho, constatou-se a existência de agrotóxicos estrangeiros ilegais em propriedades nos municípios de Terra Boa e Cianorte – o material foi apreendido. Como resultado, foram lavrados autos de infração e efetuadas três prisões em flagrante – duas em Terra Boa e uma em Cianorte – por contrabando de agrotóxicos.

Também foi identificado o armazenamento de produtos vencidos, obsoletos e impróprios ao uso agrícola, o que configura descumprimento da política de logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos, prevista no artigo 6º da Lei nº 9.974/2000.

Tal conduta representa falha grave por parte dos agricultores, que têm a obrigação legal de promover o descarte adequado desses resíduos, devolvendo-os às centrais de recebimento credenciadas pela Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita), a fim de evitar danos à saúde pública e ao meio ambiente.