O jardim foi loteado em 1997 e desde então os moradores convivem com ruas de terra. Eles reclamam que quando chove tem passar pelo barro e quando está seco, o problema é com a poeira. Existe um projeto orçado em R$ 832 mil e a prefeitura de Campo Mourão aguarda que seja enquadrado em orçamento do governo federal. A emenda já foi apresentada por dois deputados federais.
A vendedora Eva Moraes dos Santos, 53 anos, mora no jardim Batel há cinco anos. Ela conta que comprou o terreno há dez anos e que sempre ficou na expectativa das ruas serem asfaltadas. Quando chove tem que amarrar um saco plástico nos pés para sair de casa. Quando está seco é a poeira que suja as roupas do varal. Ainda tem o problema das casas que não são valorizadas, comenta.
O presidente do bairro, Eugênio João Zorawski, comenta que a população aguarda uma solução há cerca de dez anos. Ele diz que os moradores reivindicam ainda outras melhorias no bairro. Porém, o mais importante é o asfalto. As ruas asfaltadas melhoria a situação no bairro.
Existe uma ação tramitando na justiça a respeito do loteamento do jardim. Há um entendimento que o trabalho de pavimentação deve ter sido feito pela empresa que fez o loteamento. Já a empresa alega que na época o projeto não contemplava o asfalto e nem galeria nas ruas.
O secretário municipal do Planejamento, Fábio Gaspar de Mello, diz que a prefeitura já tentou faze o trabalho com recursos próprios, mas que não conseguiu os materiais. Também não conseguiu financiar a obra. Agora estamos aguardando que seja liberado por meio de emendas de dois deputados federais. Se a justiça entender que a empresa loteadora é a responsável pelo serviço vamos cobrar depois, pondera.
Por Antonio Marcio, da Redação