O garçom, Simon dos Santos de Oliveira, 21 anos, continua com o cheque que recebeu da empresa que trabalha desde segunda-feira. É uma situação complicada. Tenho que pagar as contas e não tenho como trocar o cheque. Uma solução seria gastar parte do valor em um supermercado, mas se fizer isso será apenas como forma de trocar o cheque, comenta.
Outro que continua com o cheque em mãos é o mecânico Marco Aurélio Sobrinho. Ele não tem conta em banco e não tem o que fazer para trocar por dinheiro. Tentei pagar a prestação em uma loja, mas eles não quiseram pegar o cheque e devolver o troco em dinheiro. Vou falar com um amigo para depositar em sua conta e depois ele me passa o dinheiro. É única saída.
Dezessete funcionários que trabalham na empresa de Marcos Antonio Pedroso, 49 anos, receberam anteontem em cheque. Só não sei como eles vão fazer para descontar os cheques, frisa e observa que faz o pagamento em cheque todos os meses. Ele observa que até o momento a greve dos bancários não atrapalhou as atividades da empresa. Tenho conseguido pagar os boletos nos caixas eletrônicos e os cheques que estou depositando estão sendo compensados, assinala.
Já o empresário Adão Tuci, 62 anos, observa que deixou de pagar em dia alguns boletos e que a greve está atrasando o pagamento dos funcionários. Sempre pago em dinheiro. Paguei parte na segunda-feira, hoje mais um pouco e amanhã [hoje] pagarei o restante. Eles [os funcionários] estão entendendo a situação, comenta.
Por Antonio Marcio, da Redação