Unificação do Ensino Fundamental gera polêmica em Quinta do Sol

A medida visa cortar gastos para o município. De acordo com o prefeito Antonio Roberto de Assis (PPS), com a unificação do Ensino Fundamental nas duas escolas, o município economizará cerca de R$ 170 a R$ 200 mil por ano. O prefeito informa que existem hoje cerca de 600 estudantes na cidade.

Com a medida economizaremos e teremos mais professores à disposição dos alunos, destaca. Ele informa que no município há professores que não podem tirar licença-prêmio porque não têm outros para substituírem. Ninguém será demitido, observa.

Com a unificação em vigor, a escola municipal Ana Claudia será extinta ficando apenas a Pequeno Príncipe, que leciona nas modalidades Ensino Fundamental e Educação Infantil. Porém, segundo o prefeito, as duas estruturas serão utilizadas. Na verdade queremos deixar só uma secretaria, um município do tamanho do nosso não suporta mais que isso, explica. Ele afirma que funcionários e direção de ambas as instituições foram avisados e concordaram.

A diretora da Escola Municipal Ana Claudia, Margarete Cheruminski Carneiro, contradiz o prefeito. Ela não concorda com a maneira como será feita a unificação. Nós não estamos concordando com o fato de estarem extinguindo uma escola, critica. A escola Ana Claudia tem toda uma história no município, ela existe desde 1965 e só mudou de nome na medida do passar do tempo. É a primeira escola do Ensino Fundamental aqui de Quinta do Sol, lembra.

Margarete reconhece que o município é pequeno demais para comportar duas instituições com a mesma modalidade de ensino. No entanto, afirma que o correto seria o município ter uma escola só do Ensino Fundamental e outra direcionada apenas para Educação Infantil. As duas modalidades de ensino são totalmente diferentes uma da outra. A luta dos professores sempre foi por unificar o Ensino Fundamental nas duas escolas separando da Educação Infantil, reclama.

A diretora critica o prefeito. Ela explica que a direção e nem mesmo os pais foram ouvidos sobre a unificação. Nós ficamos sabendo por meio do jornal., revela. Conforme ela, em meados de agosto a Secretaria de Educação chegou a fazer uma reunião para saber a opinião dos professores.

Dissemos que seria melhor unificar o Ensino Fundamental, manter as duas escolas e manter as duas direções. Poderia até de repente diminuir a equipe pedagógica, comenta. Sugerimos tudo isso visando a economia para o município. Ela nos disse que ia pensar, mas até hoje não nos disse nada.

Conforme Margarete, depois que o decreto foi publicado, os vereadores foram procurados para uma reunião. Ela afirma que nem eles sabiam do fato. Também tomaram conhecimento pelo jornal eles nos ouviram e fomos atrás do prefeito para conversar, marcamos três ou quatro reuniões, mas ele nunca nos atendia, diz.A reportagem entrou em contado com a diretoria da Escola Municipal Pequeno Príncipe, que preferiu não comentar sobre o assunto.

Por Walter Pereira, da Redação