Na próxima terça-feira, professores de escolas estaduais em Campo Mourão estarão reunidos em frente à sede da APP Sindicato de Campo Mourão. O motivo é a paralisação dos professores e funcionários da rede mobilizados na luta por seus direitos, numa data que tem peculiar significado para a categoria. A expectativa dos dirigentes sindicais da APP na cidade é que haja adesão da maioria dos docentes.
Os trabalhadores da educação estão pedindo novamente o reajuste salarial. Eles querem que o governo pague aos professores do Estado o Piso do Magistério, estipulado pela lei federal 11.738 de 2008. Além disso, reivindicam que seja estabelecida a equiparação entre professores e demais servidores públicos de nível superior. Mas outras questões, especialmente a relacionada ao atendimento à saúde dos educadores, continuam pendentes e vamos exigir do governo o respeito que a educação e os educadores merecem, diz a carta encaminhada pela APP.
Segundo os manifestantes, o compromisso com as principais bandeiras dos educadores já foi assumido em campanha por todos os candidatos ao governo na última eleição. Mais do que ganhos imediatos, a nossa luta revela o alcance de um novo patamar na conquista da dignidade dos educadores. E não há como parar, é preciso avançar.
No dia, um ônibus com cerca de 40 representantes partirá de Campo Mourão com destino à capital. Os demais ficarão reunidos na sede do sindicato durante toda a manhã.
30 de agosto
A data escolhida pelos professores recorda o episódio ocorrido em 1988, quando a categoria estava protestando. Eles estavam em greve há 46 dias e cobravam o piso três salários mínimos. Decididos a ter um posicionamento, eles caminharam pelo Centro de Curitiba até o Palácio Iguaçu.
Ao chegarem ao destino, houve confusão e repressão policial. Foram usados cassetetes e a cavalaria para afastar os manifestantes. Cães e bombas de efeito moral também fazem parte da memória coletiva dos docentes que se lembram da Praça Nossa Senhora da Salete como um praça de guerra. Desde então, a data 30 de agosto tornou-se o Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública, uma data em que a categoria vem a público cobrar o respeito à educação e ao trabalho de professores e funcionários de escola.
Principais reivindicações
– Equiparação Salarial e Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN)
– Saúde dos Trabalhadores
– Adequação do Plano de Carreira dos Funcionários
– Não fechamento das turmas, porte de escolas e número reduzido de alunos por turma
– Implementação da progressão atrasada dos funcionários
– Defesa do Cargo de 40 horas