Corumbataí do Sul lança o DRS

Com a presença de inúmeros pequenos produtores rurais e autoridades locais, Corumbataí do Sul lançou ontem de manhã, o plano do Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS). Inicialmente, o programa atenderá principalmente produtores de maracujá e tomate. De acordo com o prefeito do município, Osney Picanço (PMDB), o projeto consolidará a produção familiar na região. O valor do investimento é de mais de R$ 2 milhões.

Segundo Picanço, o DRS atenderá inicialmente mais de 300 pequenos produtores de Corumbataí do Sul e municípios próximos, como Barbosa Ferraz, Godói Moreira, Iretama, entre outros. Porém a intenção é expandir o programa. Hoje foi uma manhã muito feliz para Corumbataí do Sul e região com a implantação desse projeto. O Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável não beneficiará somente o nosso município, mas toda a região em volta, destaca, acrescentando que produtores de pelo menos oito municípios serão beneficiados.

O DRS é um projeto ligado ao Banco do Brasil, envolve parcerias com municípios vizinhos, Emater, Unespar/Fecilcam, UTFPR de Campo Mourão e Coaprocor– Cooperativa Agroindustrial de Corumbataí do Sul. É muito importante esse fortalecimento da pequena agricultura e nos orgulha muito, ressalta o prefeito. Ele acrescenta que Corumbataí do Sul foi o município escolhido para o projeto devido à união dos seus produtores que constituíram uma cooperativa. O pequeno agricultor será o principal beneficiado.

O diretor da Associação de Produtores da Região de Corumbataí do Sul (Aprocor), Carlos Alves de Souza, reforça que o DRS trará vários benefícios aos produtores da região. Os benefícios são diversos, desde maior facilidade para financiamento, como infra-estrutura e até a comercialização dos produtos, comenta ele.

O DRS, ou simplesmente Desenvolvimento Sustentável, é hoje o grande marco de toda administração pública e está se tornando uma das maiores demandas para administração regional e municipal. O programa refere-se aos estudos das estratégias de desenvolvimento de uma região por meio da união dos vários agentes locais de produção, focando suas potencialidades e objetivando a geração de trabalho e renda e o bem-estar de sua população. É um conceito sistêmico e uma atitude que se traduz em um modelo de desenvolvimento global que, além do componente econômico, incorpora o componente de social e o componente ambiental.

Assim, o DRS visa criar mecanismos de sustentabilidade aos projetos de desenvolvimento que sejam economicamente viáveis, socialmente justos, e ambientalmente corretos. Deste modo, projetos de DRS trazem enormes benefícios permitindo o aumento da produtividade local, a abertura, estruturação e expansão dos negócios, a dinamização do comércio, a geração de postos de trabalho e renda, a inserção dos produtores locais no mercado competitivo, a atração de novos investimentos, o crescimento da arrecadação, o fortalecimento dos empreendimentos coletivos, o fortalecimento dos valores da cidadania, a credibilidade e a satisfação da sociedade junto à Gestão Pública. É a única forma verdadeira e eficaz de combate à desigualdade regional.