Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

De 22 a 28 de agosto comemora-se a Semana do Excepcional e as Apaes realizam diversas atividade para marcar a data. Em Campo Mourão a entidade organizou apresentações teatrais para os alunos, visita ao cinema para assistir o filme Panda e foi promovido o dia do contribuinte para prestar contas aos doadores. No sábado haverá a distribuição de panfletos com informações objetivando a conscientização dos direitos da pessoal com deficiência intelectual e no domingo tem o encerramento das atividades com culto ecumênico no Santuário Nossa Senhora Aparecida na Vila Urupês.

Durante a semana foi realizado também o Fórum Municipal da Família Apaeana com representantes da Apae, pais e alunos, com o objetivo de discutir propostas a serem apresentadas no Fórum Estadual que será realizado em Curitiba. Um dos pontos de maior discussão em Campo Mourão ficou por conta do tema sexualidade. Segundo os especialistas, o assunto deve ser tratado com seriedade, pois o excepcional também manifesta esse sintoma e precisa de acompanhamento. O diretor da Apae de Campo Mourão e presidente da Federação das Apaes do Paraná, José Turozi, disse que esse assunto está sendo debatido em todo o páis. “O Excepcional apresenta a sexualidade mais tarde do que a pessoal normal. Precisamos deestudos e programas para ajudar os pais e professores a orientar o indivíduo”, reclama Turozi. Outro proposta do fórum diz respeito ao envelhecimento dos alunos da Apae. As famílias manifestaram a preocupação quando o apaeano perde o pai e a mãe e não tem como se manter sozinho devido a idade. “Esse já é um problema na Apae de Campo Mourão. Há 37 anos atendemos a família excepcional e tem pessoas nessa situação”, acrescenta o diretor. A sugestão do grupo foi a criação de casas abrigo com estrutura para atender o excepcional na sua necessidades. A ideia do fórum é pedir apoio das secretarias de estado do educação e ação social para criar um programa regional e dar uma velhice digna aos portadores de deficiência. “Queremos alguma coisa especial nos mesmos moldes dos asilos existentes hoje no Brasil”, sugere Turozi.