Prisão pode desvendar outro crime

Depois de receber denúncia de agressão contra a companheira, a polícia prendeu na noite desta sexta-feira, A.C.P., de 43 anos, acusado de roubo e porte ilegal de arma. Uma equipe da Polícia Militar de Luiziana abordou o acusado por agredir a mulher e na checagem da sua identidade descobriu um mandado de prisão em seu desfavor. De acordo com a ordem de prisão, o acusado teria participado de um roubo no município de Barbosa Ferraz, em 2008. Chegou a ser preso e conseguiu sair, depois desapareceu.

Ao ser conduzido para a delegacia de Campo Mourão o preso justificou que andava armado para se defender de um desafeto conhecido por ‘Coelho’. Segundo ele, o homem é o ex-companheiro de sua amasia e vinha o ameaçando de morte. O acusado confidenciou que o motivo das ameaças é porque ele sabe demais. “Fiquei sabendo que o Coelho esta envolvido na morte do taxista assassinado recentemente na estrada, perto da Água de Jurema, distrito de Iretama”, conta o preso. De acordo com o sargento Rogério Quichaba, comandante do Destacamento da PM de Luiziana, as informações estão sendo checadas e serão repassadas para a polícia judiciária da Comarca de Iretama. Ele deverá ser ouvido sobre esse crime também.

Morte do Taxista

O taxista Joaquim Antonio dos Santos, de 48 anos, foi morto a tiros dia 14 de agosto no município de Iretama, durante uma corrida. O autor dos disparos seria o homem que o contratou para a corrida, que até então ainda não havia sido identificado pela polícia. De acordo com as informações da Polícia Militar, o crime aconteceu na rodovia que liga o distrito de Águas de Jurerma, onde morava o taxista com a BR 487.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Campo Mourão para exame de autópsia. Ainda não se sabe quantos tiros ele recebeu, mas pelo menos um disparo atingiu a cabeça do taxista. O que intriga a polícia é o fato de o taxista não ter inimizade com ninguém e de nada ter sido levado da vítima. Era uma pessoa comum, que morava no distrito de Águas de Jurema e que exercia a profissão de taxista apenas há quatro meses. Antes era jardineiro, conforme contou seu filho, Claudemir Arcanjo dos Santos.

Segundo Arcanjo, seu pai foi procurado por volta das 6 horas da manhã, quando ainda dormia em casa. Como ninguém havia se levantado na casa, a família teria ouvido apenas a conversa entre o desconhecido e o taxista. Prometendo voltar logo para ordenhar as vacas, Antonio saiu para fazer a corrida. Algum tempo depois a família foi informada do crime. No veículo a polícia encontrou o corpo do taxista e R$ 600,00 em dinheiro que ele levava na carteira, o que comprova que não houve latrocínio. Antonio deixou quatro filhos e seu corpo foi sepultado no cemitério de Iretama. (Com informações de Valter Velozo)