Ontem o sindicato dos bancários de Campo Mourão, seguindo uma determinação nacional, promoveu ações de conscientização em dois bancos da cidade, o Itaú e o Santander. No primeiro, a briga específica é pelo fim das demissões que estão sendo realizadas, no outro ele pede o aditivo de um acordo vencido em agosto. A ação foi marcada pela entrega de panfletos de conscientização aos clientes das duas agências sobre os direitos de trabalho com respeito e emprego decente, o que segundo os sindicalistas está sendo negligenciado.
Os trabalhadores reivindicam a assinatura de um acordo global com os dois bancos, a exemplo dos instrumentos já firmados com o Banco do Brasil, Danske Bank (Alemanha), NAG (Austrália), Nordea (Península Escandinava) e Barclays África (Inglaterra). As entidades denunciam ainda a utilização de práticas antissindicais contra direitos dos trabalhadores, desrespeitando normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo o documento distribuído nas portas das agências bancárias, apesar do lucro fantástico de quase R$ 6 bilhões, de janeiro a setembro de 2011, o Santander reduziu mais de 1.600 postos de trabalho, sem contar a rotatividade, com demissão de funcionários mais velhos para contratação de trabalhadores jovens e com menores salários. Emprego decente é um conceito desenvolvido pela OIT – Organização Internacional do Trabalho e pressupõe: remuneração digna, emprego estável, condições de trabalho e respeito aos sindicatos representantes dos trabalhadores.
Os bancários também exigem que o Santander adote, em todos os países, a participação nos lucros e resultados, o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral e uma política de inclusão e contratação das minorias. Além disso, no Brasil, os trabalhadores estão cobrando a renovação de seu Acordo Aditivo, vencido em agosto deste ano. Desde a entrega da pauta de reivindicações, nenhuma reunião de negociação foi realizada, um absoluto desrespeito para com os funcionários, diz a carta.
No caso do Itaú, o documento também exige que seja adotada a participação nos lucros e resultados, o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral e uma política de inclusão e contratação das minorias. A Jornada Internacional ainda denunciou a precarização do trabalho no Itaú, através da terceirização. Ela discrimina, desorganiza e desregulamenta as relações entre capital e trabalho. É uma forma de gestão para reduzir custos e aumentar ainda mais os lucros.
Sobre o Itaú, o documento afirma que o banco bateu novo recorde de lucro entre as redes bancárias, atingindo R$ 10,9 bilhões de janeiro a setembro de 2011. No entanto, no mesmo período, cortou quase 2.500 empregos no país, sem contar a altíssima rotatividade, com a demissão de funcionários mais velhos para a contratação de trabalhadores mais jovens e com salários menores. Isto é absolutamente injustificável.