Código está aceitável para setor

O texto do novo Código Florestal – que deverá ser votado hoje no Senado – deverá satisfazer o setor agrícola, segundo o presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, Aroldo Gallassini. Dentro da série comemorativa aos 41 anos da cooperativa, seu dirigente analisou as alterações na legislação. Para ele, o setor agrícola não tem problemas quanto à legislação, o único entrave é mesmo o código.

O Código Florestal em vigor foi editado em 1965, quando a agricultura e a pecuária brasileira eram atividades tradicionais de baixa produtividade e reduzidas dimensões. As transformações da produção rural, que tornaram o Brasil o segundo maior exportador de alimentos, só começaram dez anos mais tarde. Posteriormente uma série de atos normativos do governo, além da edição de medidas provisórias alteraram as disposições do Código, criando uma situação em que praticamente 90% de 5,2 milhões de propriedades rurais do país passaram para a ilegalidade.

Do jeito que ficou parece que está aceitável, até porque aparentemente não temos grandes modificações, diz. Ele lembrou que os avanços são resultados do trabalho de diversas lideranças agrícolas. Eles conseguiram aprovar coisas aceitáveis, à contragosto dos ambientalistas que tem uma ideia diferente. Somos um país agrícola, precisamos produzir e precisamos preservar o meio ambiente. Sabemos disso. Mas radicalismo de ambos os lados nunca é o ideal.

Gallassini acredita que o texto levado a plenário hoje terá um bom resultado. Acredito que vamos chegar em um acordo favorável e depois disso, aprovado o código, esperamos que todos os agricultores se adequem e procurem se enquadrar na nova legislação. A expectativa é que seja favorável à produtividade do setor, já que somos um país agrícola, completa.