Ontem o desvio do pedágio entre Campo Mourão e Mamborê voltou a causar polêmica. Um dos vereadores do município retirou novamente as barras de aço que impediam a passagem de caminhões e máquinas agrícolas. A iniciativa teve a aprovação de moradores de Mamborê que passavam pelo trecho. A assessoria da prefeitura informou que mantém o mesmo posicionamento, ou seja, voltará a colocar as barras.
O trecho em questão é uma estrada rural que funciona desde antes da pavimentação da BR 369. Em aproximadamente 6 quilômetros é possível fazer o trajeto Campo Mourão – Mamborê sem o pagamento do pedágio. Para que apenas carros de passeio e caminhões menores pudessem utilizar a estrada, próxima a ponte foi instalada uma estrutura de barras de ferro. O problema começou quando moradores e vereadores revoltados com o ‘estreitamento’ do desvio se uniram e retiraram as barras.
A população reclama da tarifa cobrada. Caminhões com quatro eixos pagam R$ 28,40 para passar pela praça. Para os veículos com cinco eixos, o valor sobre para R$ 35,50. Já a taxa para os caminhões de seis eixos custa R$ 42,60. Os carreteiros já vivem uma vida dura e agora vão querer obrigá-los a pagar pedágio. Não tem lógica. Tenho duas carretas e pago cerca de R$ 50 reais cada uma para vir de Campo Mourão. Se você passa pela estrada rural você ganha esse dinheiro. Além disso, não podemos dizer que é um desvio, pois a estrada já existia quando surgiu o pedágio, reclama o presidente da Câmara, o vereador Dirlei Martins Pereira. Pereira foi o responsável pela ‘reabertura’ da estrada. É um cúmulo, toda vez que a lei permitir eu vou abrir essa estrada, enfatiza.
O casal Antônio e Tereza Dalto usa a estrada sempre que precisa ir a Mamborê. É uma vergonha, antes mesmo do pedágio já passávamos por aqui. A gente não tem condição de pagar cada vez que vamos para Campo Mourão, comenta. Além da questão financeira, há o perigo de deslizamento em dias de chuva. Com chuva a gente não consegue fazer essa curva direito, isso é perigoso, comenta Rogério Campos.
Pereira ainda questionou de quem seria a responsabilidade se a estrutura ocasionasse algum acidente. A prefeitura vai pagar o conserto? E se tiver consequências maiores?, lamenta.
O outro lado
Ontem o prefeito Ricardo Radomski estava em viagem à Curitiba, mas segundo a assessoria de imprensa do gabinete a posição continua a mesma. O prefeito afirma que o uso daquela estrada de chão por caminhões com até 50 toneladas danifica a estrada, além de correr o risco de derrubar duas pontes no caminho. Quanto às carretas que fazem o transporte de produção agrícola e outros produtos, o prefeito informou em entrevista recente à TRIBUNA que os motoristas possuem o vale-pedágio. Os proprietários dessas carretas não têm interesse porque há o risco de quebrar no meio do caminho e a mantença fica ainda mais cara, comenta.
O prefeito ainda frisou que aquela estrada serve para os moradores e agricultores daquela região. “É isso que precisa ser levado em conta. Se a ponte cai, como vai ficar o transporte escolar e o transporte do leite, que é feito por um caminhão pequeno? A intenção do prefeito é construir uma barreira fixa de concreto no local.