Plantio termina com produção menor

O plantio da soja está praticamente concluído. Na área de atuação da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) de Campo Mourão, apenas algumas propriedades na região de Roncador ainda finalizam o processo. Este ano, em relação ao ano passado, o plantio terminou com pelo menos duas semanas de antecedência. De acordo com levantamento da SEAB, a produção de soja na região deve apresentar na safra de verão 2011/2012, uma redução de 10% em relação à safra anterior. O relatório mostra que a queda está relacionada a dois fatores: uma ligeira redução na área de plantio e uma possibilidade de menor produtividade.

A estimativa da Seab é de que o plantio regional alcance uma área de 565 mil hectares (ha). Esse total é 2% menor do que os 575 mil hectares cultivados na safra passada. Já a produtividade média, que em 10/11 alcançou 3.347 quilos por hectare (kg/ha), deve ficar na casa dos 3.050 kg/ha. Com isso, a produção total que em 10/11 foi de 1.924.525 de toneladas deverá atingir em 11/12 um volume de 1.723.250 toneladas.

Mas apesar dessa estimativa, que ainda pode apresentar alteração antes ou no fechamento da safra, o Núcleo Regional de Campo Mourão continua sendo o maior produtor de soja do Paraná. O segundo lugar fica com a regional de Cascavel que deve produzir nessa safra 1.668.057 toneladas. Em terceiro está a regional de Ponta Grossa com 1.626.900 toneladas e em quarto a regional Toledo com 1.476.090 toneladas de soja. Nessas regionais também houve redução de área e produtividade média.

Das 20 regionais da SEAB, somente em três as estimativas não apresentaram tendência de redução de produção: Curitiba, com aumento de produção em 11%, Irati, com estimativa 8% maior e União da vitória, cuja produção deve cresce 1%. Porém, juntas essas regionais representam somente 6% da produção total de soja no Estado. Sozinha a região de Campo Mourão responde por 12% dessa produção.

O chefe da Seab de Campo Mourão, Edson Battilani, lembra que pelo menos 90% da área com soja na região é transgênica. A tendência é aumentar ainda mais no próximo ano, comenta, acrescentando que o custo menor na produção tem sido a principal causa para escolha da variedade.

Paraná

Em todo o Estado, de acordo com a Seab, a produção de soja para a próxima safra deve ser 8% menor. A estimativa de plantio estadual é de 4.397.111 de hectares. Esse total também é 2% menor do que o plantio anterior que foi de 4.481.180 de hectares. Já a produtividade média paranaense que em 10/11 alcançou 3.417 quilos por hectare, deve ficar na casa dos 3.218 kg/ha. Com isso, a produção total que em 10/11 foi de 15.311.752 de toneladas, deverá atingir em 11/12 um volume de 14.147.931 toneladas.

Área de milho cresce 48% na região 

O plantio do milho também está finalizado. Este ano, a área com o cereal atinge 30 mil hectares, um aumento de 48% em relação à safra passada, que foi de 20,2 mil ha. Segundo Battilani, o aumento ocorreu principalmente por causa dos preços atrativos. Este ano a região deverá colher cerca de 253 mil toneladas, uma média de 8,5 mil quilos por ha. É uma média muito boa. Ano a ano o milho aumenta de produção devido aos investimentos do produtor em tecnologia, frisa o chefe da Seab.

Em relação à cotação agrícola, tanto a soja quanto o milho, deverão se manter em um bom patamar de preços. Segundo o economista do Deral, em Campo Mourão, Anderson Roberto dos Santos, as oscilações do mercado e a cotação do dólar é que influenciarão para os bons preços. O mercado futuro prevê preços acima de quarenta e sete reais para a saca da soja, diz.

Na sexta-feira, a saca de soja (60 kg) fechou o dia cotada a R$ 40,70. Já o milho R$ 20,50. Para se ter uma ideia da valorização do milho, no ano passado, nesta época, a saca de 60 quilos do cereal era comercializada a R$ 14,40. Já a soja estava mais valorizada, R$ 44. Os preços tendem a se manter deste patamar para cima, observa Santos.