Hoje é o último dia para que os produtores que ainda não fizeram a comprovação da vacinação contra a aftosa procurem o núcleo regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Até ontem, pouco mais de 50% havia feito a comprovação em todo o Estado, mas a expectativa é que o número seja bem maior e se aproxime da meta de 100% do rebanho vacinado.
De acordo com as estimativas feitas com base na vacinação de novembro de 2010, o rebanho na região da Comcam é de aproximadamente 572.500 cabeças. O coordenador da Área de Febre Aftosa na Secretaria da Agricultura, Walter Ribeirete, acredita que a vacinação supera esse índice. Conforme explicou, o clima colaborou e a venda de vacinas no comércio foi normal, o que permite supor que muitos produtores vacinaram os animais, mas ainda não apresentaram os comprovantes.
Encerrada a vacinação, servidores da Seab irão até as propriedades que não apresentaram a comprovação. Os responsáveis pelo gado poderão ser autuados e multados em R$ 96,09 por cabeça não vacinada. Além disso, os proprietários serão impedidos de transportar seus animais para qualquer finalidade. Não serão emitidas guias de trânsito animal (GTAs) para proprietários que não apresentarem a comprovação de vacinação do rebanho.
A comprovação é uma exigência da Defesa Sanitária Animal, com o objetivo de manter atualizado o cadastro do rebanho de bovinos e bubalinos. Ao contrário da edição anterior da campanha, onde apenas animais com até dois anos precisavam ser vacinados, agora todos os bovinos e bubalinos precisam ser imunizados. Para comprovar a vacinação, o produtor deve ir até uma unidade veterinária da Secretaria da Agricultura, levando a nota fiscal da compra da vacina e duas vias do comprovante de vacinação, emitidas no ato da compra nas casas agropecuárias.
A prevenção contra a aftosa tem grande importância para o setor agropecuário, sendo considerada uma das maiores preocupações tanto dos governos como de pecuaristas devido aos prejuízos econômicos causados pela interferência na produção e produtividade do rebanho afetado, pelos investimentos e gastos para a execução de programas de saúde animal e pelo embargo e restrições na importação e exportação do comércio nacional e internacional.
Desde o ano 2000, o Estado do Paraná é considerado como área livre de febre aftosa com vacinação, status que foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). A vacinação é interesse de todos e a responsabilidade deve ser compartilhada com um objetivo comum. Queremos reunir todos os parceiros para atingir o maior índice de vacinação, explicou Ribeirete. (Com informações da AEN)
Vacinação parapequenos produtores
Cerca de 200 bovinos criados em pequenas propriedades estão sendo vacinados contra a febre aftosa em um trabalho realizado em parceria entre o município de Campo Mourão, Sindicato Rural e a Seab. Uma equipe vem percorrendo as pequenas propriedades e vacinando gratuitamente rebanhos de até 10 cabeças de gado, garantindo a qualidade bovina no município.
O trabalho realizado é coordenado pela médica veterinária, Luciana Sartori de Matos. Ela explica que o objetivo é garantir que todos os bovinos sejam imunizados contra a febre aftosa, assegurando a qualidade bovina no estado. A vacinação é feita por uma equipe da Seama que apoiados pelo Sindicato Rural visitam as pequenas propriedades já cadastradas, aplicam as vacinas fornecidas pela SEAB e entregam as certificações.
Um dos produtores beneficiados pela campanha foi José Nascimento Rodrigues, que cria três cabeças de gado em uma pequena área rural próxima ao Jardim Santa Cruz. Ele avalia a campanha com um apoio aos produtores e diz que com todo o gado vacinado não ocorrerão problemas na pecuária do município. (Da assessoria)