Últimos dias para vacinação contra febre aftosa

Termina no próximo dia 30 o prazo para que os pecuaristas da região vacinem seu rebanho e façam a comprovação no Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). De acordo com as estimativas feitas com base na vacinação de novembro de 2010, o rebanho na região da Comcam é de aproximadamente 572.500 cabeças. Quem perder o prazo fica sujeito a multas.

Se ficar comprovado que o proprietário não fez a vacinação ele é notificado e tem de pagar uma multa de R$ 78 por cabeça, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade. Caso tenha deixado de comprovar é analisado o motivo que o pecuarista dá para não ter feito, dependendo da explicação ele recebe uma advertência ou autuação. Quando há autuação, a multa é a mesma daqueles que não vacinaram. A ausência de comprovação e de atualização do rebanho impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento necessário para o transporte de animais.

Ao contrário da edição anterior da campanha, onde apenas animais com até dois anos precisavam ser vacinados, agora todos os bovinos e bubalinos precisam ser imunizados. A médica veterinária da Seab, Elenice Amorim, explicou que o nível de comprovações ainda está baixo. Mas isso é normal, as pessoas sempre deixam para a última hora, diz.

Com a confirmação de um foco de aftosa no Paraguai, a importância da vacinação é ainda maior este ano. A doença tem grande importância para o setor agropecuário, sendo considerada uma das maiores preocupações tanto dos governos como de pecuaristas devido aos prejuízos econômicos causados pela interferência na produção e produtividade do rebanho afetado, pelos investimentos e gastos para a execução de programas de saúde animal e pelo embargo e restrições na importação e exportação do comércio nacional e internacional.

Assim como nos anos anteriores, a meta era que 100% das propriedades fossem imunizadas. Na última etapa, que era direcionada para animais com até dois anos de idade, 98% do rebanho teve a confirmação da vacinação. A garantia de sanidade é uma melhoria para o mercado agrícola como um todo.

Prejuízos econômicos

A Febre Aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa que afeta gado bovino, búfalos, caprinos, ovinos e outros animais de casco fendido. A aftosa exige medidas preventivas para que não se alastre e sua notificação é obrigatória. A doença interfere na diminuição da produção de leite de 30 a 40% e de carne também, em torno de 20 a 30%. A economia é afetada amargando sérios prejuízos, incluindo a morte de animais.

A produtividade da fazenda é diretamente afetada refletindo no desenvolvimento do rebanho. A aftosa debilita os animais, causa abortos pré-dispondo o rebanho a adquirir outras doenças como mamites, por exemplo. A produção da fazenda fica prejudicada já que os animais afetados são descartados, além de outras consequências, como a desvalorização dos animais oriundos da fazenda contaminada, a interdição da propriedade que fica impedida de comercializar seus produtos, aumento da mão de obra, perda de tempo e de dinheiro para tratar lesões secundárias.