Saúde organiza arrastões contra dengue

Após a confirmação do primeiro caso de dengue neste ano em Campo Mourão, a secretaria de Saúde do município intensificará as ações contra o Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença. De acordo com a supervisora de campo dos agentes de endemias, Márcia de Mello Guidete, está sendo organizada para o próximo mês, uma série de arrastões em localidades com índices mais elevados de infestação de larvas.

Márcia explicou que o município está alertando a população utilizando também o serviço de ‘moto som’. Estamos encontrando muitas larvas nas residências. Com o tempo quente e chuvoso, o risco é maior ainda, comentou. A supervisora disse que a 11ª Regional de Saúde, também tem apoiado o município com medidas contra a dengue.
    
Até agora, segundo a secretaria de Saúde, foram notificados 11 casos de dengue e apenas um confirmado. Trata-se de uma moradora da região central da cidade. O caso foi importado. A mulher contraiu a doença durante viagem a Mato Grosso do Sul (MS). Ela foi medicada e já está recuperada. O município divulgou no fim de janeiro o resultado do primeiro Lira (Levantamento de Índice Rápido de Infestação da dengue) deste ano. O índice saltou de 0,9% para 1,5%. A taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é menos de 1%. O índice é considerado de médio risco.
    
Em alguns bairros da cidade, a percentagem de infestação é ainda muito maior. No jardim Paulista, por exemplo, a infestação chega a 4,9%; Cohapar, 3,92%; Novo Horizonte, 3,49%; Diamante Azul, 3,33%; Vila Urupês, 3,16%; área central próximo ao estádio municipal, 2,88%; Tropical, 2,20%; Paulino 1,96%; Aurora, 1,52; Pio XII, 1,45%; Ypê, 1,43%; Santa Cruz, 1,43%; Capricórnio, 1,41%; Aeroporto, 1,41% e Alvorada 1,14%.
    
De acordo com levantamento, a maior parte dos criadouros, 51%, está concentrada em lixos e resíduos sólidos. Os demais focos foram encontrados em vasos, calhas, ralos, entre outros recipientes. A obrigação de cuidar é do poder público, mas a população também precisa fazer a sua parte. Cada um tem que ter a responsabilidade de cuidar do seu quintal, cobrou. Ela acrescentou que os agentes não param com os trabalhos de campo. As ações são contínuas.