Campanha da Fraternidade falará sobre a ‘Saúde Pública’

A Campanha da Fraternidade (CF-2012) deste ano chama a atenção para um problema antigo, muito sério, de difícil solução e que envolve toda a nação: a saúde pública.  O objetivo geral dessa campanha será promover ampla discussão sobre a realidade da saúde no Brasil e das políticas públicas da área, para contribuir na qualificação, fortalecimento e na consolidação do SUS (Sistema Único de Saúde), em vista da melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população. A Campanha da Fraternidade é realizada todos os anos durante o período quaresmal, pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Para 2012, o tema será “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8). Terá início no próximo dia 22 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas). Segundo o padre Raimundo Santana, responsável pela propagação da Campanha da Fraternidade na diocese de Campo Mourão, o tema apresenta pelo menos mais seis objetivos específicos.

Também visa disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável; sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade; difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos sócio-culturais de nossa sociedade, entre outros, disse ele, lembrando também sobre a necessidade de qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.

O cartaz da CF-2012 (veja na foto), segundo o padre Santana, atualiza o encontro do Bom Samaritano com o doente que necessita de cuidado (Lc 10,29-37). A mão do profissional da saúde, segurando as mãos da pessoa doente, afasta a cultura da morte e visibiliza a acolhida entre irmãos (o próximo). A Igreja como mãe, em sua samaritanidade, aproxima-se e cuida dos doentes, dos fracos, dos feridos, de todos que se encontram à margem do caminho, refletiu o padre. Ainda segundo o padre, o profissional em pé, o enfermo sentado, olhos nos olhos, lembram o compromisso e a dedicação do profissional da saúde, no processo de cura do paciente, e a confiança do doente naquele que o acolhe e cuida. A acolhida e o cuidado aliviam a dor, estabelecem uma relação de confiança decisiva para a cura e superação das barreiras sociais.

Já a cruz que sustenta e ilumina o sentido do cartaz, recorda a salvação que Jesus Cristo nos conquistou, segundo o religioso. Ela ilumina a vida humana, a morte, as dores, o sofrimento das pessoas sem assistência de saúde. No entanto, é ela também que ilumina o encontro entre o profissional da saúde e o doente, pois aponta para a esperança da transformação completa: um novo céu e uma nova terra. Além disso, a alegria do encontro retratado no cartaz recorda aos profissionais da saúde que foram escolhidos para atualizarem a atitude do Bom Samaritano em relação aos enfermos. Mobiliza os gestores do sistema de saúde a se empenharem para possibilitar atendimento digno e saúde para todos, afirmou.