Transporte de valores para e bancos limitam saques

A greve de aproximadamente quatro mil vigilantes e tesoureiros do transporte do valores do Paraná, iniciada na quarta-feira, já começa a ter reflexos em Campo Mourão. Como a paralisação é por tempo indeterminado, algumas agências bancárias da cidade já começaram a limitar o valor disponível para saques, tanto nos terminais de auto-atendimento quanto nos caixas. Na Caixa Econômica Federal, os clientes que chegavam ontem já encontravam um aviso na porta alertando que o limite nos terminais de auto-atendimento havia sido reduzido de R$ 1 mil para R$ 500,00. Nos caixas, só era possível embolsar R$ 2 mil por cliente.

Outras agências da cidade deverão adotar o mesmo critério para atender um número maior de clientes nos próximos dias, caso os vigilantes continuem de braços cruzados por mais tempo. Isso porque nesse período, não haverá abastecimento das agências bancárias e terminais de auto-atendimento.

O gerente de atendimento empresarial da Caixa, Marcos Tonet, disse que a redução do valor para saque foi determinado ontem, três dias após o início da greve. Passamos a acompanhar a movimentação de entrada e saída de valores e se continuar assim o estoque será zerado rapidamente. Por isso foi decidido pela redução do saque para que possamos atender mais pessoas e por mais tempo, pois não sabemos até quando vai durar essa paralisação, afirmou Tonet. Ele torce para que tudo seja resolvido em breve para que o atendimento seja normalizado. Espero que haja acordo para que a população não seja prejudicada, embora sabemos que hoje muita gente usa o cartão magnético e não há necessidade de ter o dinheiro na mão.

A categoria reivindica reajuste de 13% do salário, sendo que já  está incluído neste patamar a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos doze meses em relação à fevereiro, mês da data base da categoria. Estima-se que a inflação entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012 fique em 5,72% pelo INPC. Além disso, os trabalhadores pedem aumento do vale refeição de R$ 16 para R$ 22 e a criação de um piso salarial para os tesoureiros.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Maringá e região de Campo Mourão, José Maria da Silva disse que o término da greve vai depender de um acordo, que até o momento não há. Até o momento (ontem à tarde), não tivemos nenhuma proposta ou acordo que satisfaça os interesses. Claro que esse acordo pode acontecer a qualquer momento, mas enquanto isso não acontece, ninguém volta ao trabalho e tenho certeza que a partir de segunda-feira o reflexo pela falta de dinheiro nos bancos será bem maior, disse ele. José Maria afirmou ainda que até ontem à tarde, nenhuma reunião estava agendada para discutir o assunto.