Servidores acatam proposta e encerram movimento de greve

O Sindicato dos Funcionários Servidores Públicos Municipais de Campo Mourão (Sindiscam), acatou ontem, contra proposta da prefeitura para o reajuste salarial da classe e encerrou o movimento de greve.  Como isso, a paralisação prevista para ontem e esta sexta-feira foi cancelada. O município ofereceu à categoria equiparação salarial de 6,5% já para este mês e mais 3,5% para outubro. Inicialmente os servidores queriam os 3,5% para julho ou no máximo até setembro. Cogitou-se até mesmo o parcelamento do valor (3,5%). A decisão foi tomada durante assembleia do sindicato, ontem à tarde. 

Em relação ao auxílio alimentação, a presidente do Sindiscam, Silvane Bottega informou que todos os servidores que recebem até R$ 1.278,00 por mês terá o benefício de R$ 100. Já os professores que ainda não receberam o pagamento do piso mínimo, o que deveria ter acontecido já a partir de janeiro, Silvane revelou que o sindicato recorrerá à justiça para o recebimento, inclusive retroativo aos meses de janeiro e fevereiro. Na realidade já pedimos a equiparação [aos professores], mas não houve aceitação da prefeitura, disse. 

O movimento dos servidores começou na tarde de quarta-feira, quando mais de 200 funcionários públicos municipais se concentraram em frente à prefeitura. Na mesma tarde representantes do Sindiscam fizeram uma reunião de cerca de três horas com o prefeito Nelson Tureck (PSD), em seu gabinete, mas não houve pacto. Os professores queriam 6,5% neste mês e outros 3,5% em julho. Sem acordo as negociações se arrastaram para ontem. 

De acordo com o secretário da Fazenda, Altair Casarim, responsável pelas negociações, a prefeitura não teria dotação orçamentária para dar aos servidores o aumento de 10% da maneira como estavam reivindicando. Casarim disse que de acordo com o orçamento deste ano, não havia previsão do aumento dos 3,5%. Nós fizemos uma projeção de receita e dentro desta projeção é complexo arrumarmos dotações das secretarias porque já estão com orçamentos bem reduzidos, disse ele à reportagem da TRIBUNA, durante a negociação com os servidores.

Temendo paralisação, Tureck entrou na terça-feira, na justiça, com pedido de medida cautelar inominada para tentar impedir a greve. Segundo informações, o prefeito teria pedido multa diária de R$ 5 mil ao Sindiscam caso os servidores descumprissem a ordem. No entanto o juiz de direito da 1ª Vara Cível, James Hamilton de Oliveira Macedo, negou o pedido. 

Silvane avaliou o movimento como positivo. Ela afirmou que o sindicato acompanhará agora o envio imediato do projeto à Câmara de Vereadores. Temos esta preocupação porque é ano eleitoral e a nossa data-base se oficializa em lei, disse. Consideramos que o movimento teve um avanço muito importante porque nós chegamos aos 10%. Foi muito difícil porque o servidor tinha a expectativa de ter 3,5% para o mês de junho ou no máximo até setembro. Mas eu considero que saímos vitoriosos, completou.