Responsável por um dos crimes que mais comoveu Campo Mourão em 2008, o jovem Roner Prates Lopes, 24 anos, foi julgado e condenado a 21 anos e sete meses de reclusão, em regime fechado, mais 45 dias de multa. Na noite do dia 8 de agosto de 2008, ele e mais três comparsas (um deles menor de idade) invadiram a Transportadora Tamoyo e na ação, o dono da empresa, Junior Tazinazzo, 52 anos, acabou morto com um tiro na cabeça. O tiro foi disparado por Lopes, que estaria armado com uma pistola. O grupo fugiu levando R$ 1.300 em dinheiro.
Por ser um crime de latrocínio (roubo seguido de morte), onde o objetivo do criminoso é o bem patrimonial da vítima, o réu não é levado a júri popular. Segundo a promotora Ligia Grasso, o julgamento de Lopes foi realizado em setembro do ano passado, porém a sentença só saiu no dia 27 de abril deste ano. Um dos motivos é que o advogado de defesa acabou abandonando a causa no final do julgamento. Com isso uma outra advogada assumiu o caso. Isso contribuiu para que a sentença demorasse um pouco mais para sair, conta a promotora, que atuou no julgamento, presidido pelo juiz Mario Carlos Carneiro.
Ligia informou que Lopes foi denunciado também por corrupção de menor. Como teve a participação de um adolescente no crime, ele foi denunciado também por corrupção de menor. Inclusive, foi esse adolescente que ao ser ouvido em Maringá, denunciou o Roner. Os outros dois envolvidos no crime ainda não foram localizados, disse a promotora. Até ontem, a advogada de Lopes não havia recorrido da decisão.
A prisão
Roner Lopes, foi descoberto e preso no dia 2 de maio do ano passado, na cidade de Santo André, enquanto trabalhava vendendo cachorro-quente. No momento da prisão, ele não ofereceu resistência e foi encaminhado para o 4º DP (Distrito Policial) de Santo André. De lá foi removido para a 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, onde permanece detido. Em São Paulo, ele havia tirado uma nova identidade para fugir da polícia.
O curioso é que enquanto esteve em São Paulo, Lopes acabou preso em 2010, acusado de tráfico de drogas. Mas a polícia paulista não tinha a informação do crime em Campo Mourão, ele acabou solto.