O ano de 2012 tinha tudo para ficar marcado por uma tragédia na vida da família de Rosemar Pereira dos Santos, 35 anos, moradora do Jardim Tropical. No dia 15 de janeiro, ela viu a casa de seus pais virar cinzas, após um incêndio, causado possivelmente por um curto-circuito. Ela, que mora em uma casinha nos fundos, só teve tempo de arrastar o pai para fora, evitando por muito pouco que ele morresse carbonizado. Horário Pereira dos Santos, 67, não anda desde que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), há vários anos.
No entanto, graças a solidariedade dos mourãoenses, principalmente de empresários que trabalham com materiais de construção civil, Rosemar começou a receber doações e no dia 19 de abril, já pode entrar em sua nova casa, toda de alvenaria. Até ela custa a acreditar na reviravolta que sua vida sofreu em tão pouco tempo. Ainda não consigo entender o que Deus reservou para nós. Só sei que saímos de uma situação de desespero para a glória, diz Rosemar, que até passou a morar na nova casa, para ajudar a cuidar melhor do pai.
O imóvel queimado não passava de um casebre antigo, anexo a um bar, quase sem espaço para os pais de Rosemar. Horário vivia acamado e usava cadeira de rodas. O banho era de balde, com água aquecida no fogo. Meu pai não sabia o que era tomar um banho de chuveiro quente há mais de cinco anos. Agora tudo é mais fácil. A nova casa possui três quartos, sala, cozinha e um banheiro espaçoso. Não sei como agradecer o que fizeram por nossa família, não cansa de agradecer. Entre as pessoas que mais auxiliaram e acompanharam todos os trabalhos de perto está um vereador, que pediu para não ter o nome divulgado. Ele até convida as pessoas que fizeram doações, para que visitem a família de Rosemar e confiram o investimento feito.
O material doado foi suficiente para ela construir até uma área na casa. Para ela o espaço será muito importante para acomodar melhor o seu pai. Até agora ele não está podendo sair para o quintal, por isso será muito importante a construção dessa área. No dia do incêndio, Horário estava acompanhado de sua esposa, Leaci Rosa dos Santos, 71 anos, e de um neto de cinco anos. Graças a Deus ninguém ficou ferido, mas o susto foi muito grande. Depois do incêndio, sai em busca de ajuda, não havia outra coisa a fazer. Fui pedindo e as pessoas se sensibilizaram. Não faltou quem me estendesse a mão. Um mês depois iniciamos a construção e no dia 19 de abril já foi possível fazer a mudança, comemora.
Vendo o conforto da nova casa, Rosemar admite: jamais teria condições de construir um lar semelhante ao que mora hoje. Foi uma grande graças de Deus e espero que todos aqueles me ajudaram recebam em dobro. Não teria dinheiro para fazer uma casa como essa nunca. Ela é casada e tem uma filha de 13 anos. Sua moradia permanece nos fundos do terreno. Após o incêndio, Rosemar teve que deixar seu pai na casa de outra irmã, no Jardim Aeroporto. Era muito difícil, porque eu tinha que estar sempre acompanhando e ajudando a levar para o posto de saúde. Hoje ficou tudo mais fácil.