Greve pode afetar as matrículas na UTFPR

Marcada para começar hoje, as matrículas das Universidades Federais pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deverão ser atrasadas em todas as unidades. Em Campo Mourão, os servidores técnico-administrativos responsáveis pelo processo estão em greve desde o último dia 11 e a orientação do comando é que os professores com cargo de chefia, que não aderiram à paralisação, não aceitem fazer as matrículas. Segundo eles, essa é a chance para que o governo discuta os pedidos da categoria encerrando a mobilização.

O delegado do câmpus Campo Mourão, do sindicato dos servidores técnico-administrativos, Elton Moura Santos, explicou que o posicionamento em relação aos servidores é que nenhum retorne para efetuar as matrículas. Essa é uma das formas de negociação para acelerar o final da greve. Não queremos que dure mais, só que precisamos ser atendidos. Inicialmente, o prazo para a primeira chamada terminaria na segunda-feira. Mas já prevendo que teriam problemas, o MEC [Ministério da Educação e Cultura] prorrogou até o dia sete, completa.

O sistema de seleção unificada é utilizado desde o início de 2010 como a única forma de ingresso nos cursos da instituição. As notas são obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os interessados em concorrer a uma vaga na instituição se cadastram pelo site nacional. Após esse processo, é divulgada a lista com os aprovados e em seguida a matrícula acontece na universidade. As vagas que não forem preenchidas serão disponibilizadas para os que se candidataram para aquele curso, mas não ficaram entre os primeiros colocados.

No início da semana, a reitoria havia comunicado os professores e servidores que não aderiram à paralisação no Paraná que eles deveriam fazer o trabalho dos técnicos administrativos. Estamos trabalhando para conscientizar os docentes para que não façam e eles estão sendo muito solidários à nossa casa, comenta Santos. Na quarta-feira houve um treinamento por videoconferência para o pessoal que irá trabalhar na matrícula e nenhum representante das duas categorias participou.

O representante do sindicato explicou que o atraso nas matrículas não significa que não haverá turmas no semestre. O MEC tem autonomia para alterar o calendário, mesmo que não aconteçam agora, as matrículas podem ser feitas em outro momento.”

A redação entrou em contato com a direção da instituição, mas o diretor estava em Curitiba em reunião com a reitoria. Até o fechamento da edição não havia nenhuma confirmação sobre qual seria o procedimento no Câmpus de Campo Mourão.