O jovem Cleiton Santos Pereira, de 22 anos, acusado do assassinato de Marcelo Rodrigues de Araújo, o Marcelinho, ocorrido na sexta-feira passada em Goioerê, apresentou-se na delegacia da cidade. Acompanhado de um advogado, ele confessou o crime, mas alegou legitima defesa. A vitima foi assassinada com uma facada no pescoço e ainda teve a casa queimada. O rapaz confessa o crime, mas nega ter incendiado a casa de Marcelinho.
Conforme afirmou na delegacia, tudo começou na noite anterior ao crime, em frente à sua casa. Pereira contou que acendeu uma fogueira em sua residência, onde recebeu Marcelinho e mais dois amigos, entre eles um adolescente. Eles consumiram bebida alcoólica durante horas, quando Marcelinho saiu de bicicleta. No outro dia de manhã, o grupo voltou a reunir-se em frente à casa de Pereira, quando a vítima apareceu bastante alterada. O rapaz acusado do crime disse que foi vítima de agressões verbais e de ameaças. Ele dizia que queria pegar quem bateu em seu rosto, contou o rapaz na delegacia.
Em seu depoimento, ele afirma ainda que Marcelinho teria entrado na casa e se armado com uma faca. Com a arma em punho tentou feri-lo, mas com um pedaço de pau ele conseguiu desarmá-lo. Em uma ação rápida, disse que conseguiu pegar a faca primeiro e num gesto de reflexo acertou o pescoço da vítima, mas sem nenhuma intenção de matá-lo. Ferido, o rapaz correu para dentro da casa e o agressor conta que saiu do local. Segundo ele, Marcelinho parecia estar drogado e desorientado.
A arma do crime, o rapaz diz que jogou em um matagal. Já sobre o incêndio na residência da vitima, diz que não sabe de nada. A Polícia Civil ouviu testemunhas e continua investigando o caso por haver divergências entre as declarações. O rapaz ferido chegou a ser hospitalizado em Goioerê, mas não resistiu aos ferimentos. Após o interrogatório o acusado foi liberado, mas o delegado Fábio Machado dos Santos deverá pedir a sua prisão preventiva.
Ubiratã
Em Ubiratã, os presos provocaram um início de rebelião na terça-feira. O motim seria em represália uma revista minuciosa feita nas celas pela Polícia Militar. Do local foram retirados vários estoques e aparelhos de celular. A confusão teria começado pelo detento Fernando Bernardino da Luz, o Tiquinho, em companhia de outros presos.
Para conter a confusão, a Polícia Civil precisou de reforço do destacamento da Polícia Militar de Juranda e também da equipe ROTAM de Goioerê. Com a chegada do reforço todos os detentos foram organizados e revistados no solário. Durante a ação conjunta da PM e Civil foram apreendidos mais onze aparelhos de telefones celulares e diversos objetos de fabricação artesanal (estoques, navalhas, facas).