Aeroporto volta a ser alvo de vândalos

Cerca de uma semana após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), liberar para pousos e decolagens o aeroporto municipal de Campo Mourão, Geraldo Guia de Aquino, o local volta novamente a sofrer com ação de vândalos. Os criminosos abriram buracos na nova cerca e destruíram várias placas com avisos de restrição de acesso a área. A prefeitura deverá reforçar a segurança no local. O secretário de Obras, José Marin, informou que registrará hoje de manhã um boletim de ocorrência na delegacia sobe o caso.

O prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck, esteve na segunda-feira no aeroporto para vistoriar as obras. Ele está inconformado com a ação dos vândalos.  Mandei fazer um BO [Boletim de Ocorrência] para que a polícia fique atenta e prenda esses vândalos que não ajudam e só estragam. Já tivemos o fechamento do aeroporto por causa disso. Não dá para aceitar que essas pessoas continuem fazendo isso, emendou.

Tureck reclamou também de casos de vandalismo em outros locais públicos. Segundo ele, várias praças, lixeiras, e placas de sinalização e com nomes de ruas, também são alvos da brutalidade de vândalos em várias partes da cidade. Destroem tudo. A polícia tem que tomar providência. E quando alguém ver [sic], que denuncie a atitude desses vândalos. É um absurdo. É uma barbaridade. Não podemos admitir isso, completou.

Município assina TAC para continuar melhorias

Com o término da primeira etapa dos trabalhos, Marin explicou que a prefeitura assinou um Termo de Ajustamento e Conduta (TAC) junto a Anac para melhorar outros itens. Entre eles, segundo o secretário, é preciso pôr em funcionamento o gerador de energia elétrica no local, pintura de torres, e faixas, nivelamento da grama em relação à pista de pousos e decolagens, entre outros. Estamos habilitados a receber pousos e decolagens diurnos. Depois da iluminação poderemos operar também vôos noturnos, comentou.

A primeira etapa dos serviços custou ao município cerca de R$ 110 mil. Conforme Marin, entre os trabalhos exigidos pela Anac, foram feitas retiradas de obstáculos, pinturas das faixas, instalação de cercas, placas com avisos de restrição de área, entre outros. Foram instalados pelo menos 1,3 metros de cercas com telas de 2 metros de altura.

Também, está sendo implantada no aeroporto, a Zona de Proteção Aeroportuária (ZPA). Uma empresa de Blumenau (SC) está fazendo o trabalho de topografia. O ZPA é como se fosse a identificação do aeroporto perante a Anac.

Secretário diz que segurança  será reforçada no aeroporto

O secretário de Obras de Campo Mourão, José Marin, disse ontem, à reportagem da TRIBUNA, que a prefeitura deverá contratar mais um vigia para reforçar a fiscalização no aeroporto. Atualmente, dois guardas fazem rondas no local, uma área de cerca de dois mil metros quadrados, o que dificulta uma vigilância mais apurada, segundo o secretário. Vamos colocar um vigia em pontos que são mais propensos à ação dos vândalos, frisou.

O secretário lamentou a ação criminosa no campo aéreo. De acordo com ele, funcionários da secretaria de Obras já estiveram no local. Eles fotografaram a cerca e placas destruídas. As imagens foram repassadas à procuradoria jurídica do município, que registrará o boletim de ocorrência. Já começaram a destruição. É com tristeza que vemos isso, lamentou.

Marin comentou que pretende pegar os vândalos em flagrante para encaminhá-los à Polícia Federal (PF). Se pegarmos em flagrante vamos levar para a Polícia Federal. Vai servir até de exemplo para os outros, comentou. Ele acrescentou que a prefeitura solicitará à Polícia Militar (PM), que intensifique as rondas na localidade. Ficamos revoltados com a situação. Nosso pessoal trabalhou embaixo de chuva. É dinheiro público sendo jogado no ralo, completou inconformado.

Transtornos e prejuízos

O fechamento do aeroporto aconteceu no dia 29 de março, após vistoria de agentes da Anac. Os fiscais encontraram diversas irregularidades no local. O fechamento do local causou prejuízos e transtornos até mesmo para quem precisou de UTIs aéreas. Na agricultura, produtores rurais que dependiam da pulverização aérea nas lavouras de milho, também amargaram com prejuízos.