Uma briga entre dois irmãos, supostamente motivada por um aparelho celular, terminou em tragédia na cidade de Mariluz. Junior Aparecido Eugênio, 19 anos, acabou morto por um golpe de faca na perna direita, desferido pelo próprio irmão, Eduardo Aparecido Eugenio, 22 anos. A mãe ainda tentou separar a briga, mas não conseguiu impedir o crime, ocorrido na noite de terça-feira passada, por volta das 23 horas. Após a agressão, Eduardo fugiu e apresentou-se ontem à tarde na delegacia.
Ele alegou legítima defesa. Disse que não tinha intenção de matar o irmão, apenas defender-se, pois havia sido ferido por Junior, que também estava com uma faca na mão. A Polícia Civil ouviu familiares e vizinhos dos envolvidos. O Eduardo disse que tudo começou quando o Junior lhe pediu o celular emprestado. Ele conta que aceitou emprestar, mas mandou o irmão colocar créditos. Houve discussão e luta corporal entre os dois. A briga ocorreu na sala e o Junior foi para a cozinha, onde pegou uma faca, contou a escrivã Débora Rezende, da delegacia da Polícia Civil de Mariluz.
Armado, Junior teria ferido Eduardo, que correu para a cozinha e também pegou outra faca. A mãe deles tentou separar a briga, acompanhada de outra pessoa que estava na casa, mas não conseguiu evitar a tragédia. Eduardo desferiu um golpe fatal na perna direita do irmão. Em seguida ele fugiu do local. Familiares e vizinhos chamaram uma ambulância do município, mas o socorro teria demorado a chegar. Pelo que as testemunhas falaram a ambulância demorou um tempo para chegar e o Junior perdeu muito sangue. Depois ele foi atendido e levado para um hospital de Umuarama, mas não resistiu, contou a escrivã.
A família mora na Rua Prudente de Moraes, centro da cidade. A mãe, em estado de choque, disse que Junior era mais agressivo, enquanto que Eduardo sempre foi trabalhador e ajudava na manutenção da casa. O Eduardo chegou a dizer que o irmão usa drogas, mas a mãe diz desconhecer essa informação, declarou a escrivã.
O corpo de Junior foi necropsiado no Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama. O delegado de Cruzeiro do Oeste, Hélio Nunes, que investiga o caso indiciou Eduardo por lesão corporal seguida de morte e não por homicídio. O delegado entendeu que Eduardo não teve nenhuma intenção de matar o irmão, finalizou Débora.