A Acicam (Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão) já divulgou o relatório de atendimentos realizados pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), do mês de junho. Ao todo foram 13.062 consultas, sendo 1.387 débitos em atraso e 623 pendências financeiras excluídas do cadastro, por regularização das dívidas.
São muitas as pessoas que acabam entrando no SPC por se endividarem com parcelas que achavam que dariam conta. O Diretor do SPC de Campo Mourão, Deonildo Rorato, explica que as pessoas às vezes financiam um carro, fazem empréstimos no banco, mas não pagam todas as parcelas. E em lojas isso também acontece. As lojas soltam promoção e a pessoa vai e compra bastante. Às vezes a parcela é pequena, mas se somar o montante, dá bastante. O que pode pesar no fim do mês. Pode surgir um imprevisto, como por exemplo, doença na família, e ter de pagar consulta e remédios. E tudo isso influencia.
O perfil dos inadimplentes, explica o diretor, não é muito definido. São mais homens, mas a faixa etária é bem misturada. A pessoa podendo ter ficha, acaba gastando. Ele lembra que é necessário fazer um orçamento muito bem feito, pisar o pé no freio e não deixar desandar. Dar atenção às prioridades, como alimentação e remédios. Muita gente gosta de comprar coisa supérflua, simplesmente por achar bonito, por ter gostado e depois acabam nem usando. As coisas têm que ser compradas para ser usadas e não só porque gostou e achou bonito. Se divertir é bom, fazer o lazer é bom. Só que tem de ter muito cuidado para depois não ficar preocupado para pagar as dívidas, enfatiza.
Como consultar
Rorato explica que, se a pessoa não é associada, tem de ir ao balcão do SPC de Campo Mourão e pagar uma taxa de R$15,00 para fazer a consulta. Mas quando é filiada, tem uma senha para acessar o portal da instituição pela internet ou então fazer a consulta por telefone.
O relatório divulgado pelo SPC/Acicam destaca que 73,78% das consultas foram atendidas em junho por meio da Internet. E 761 foram no balcão da instituição, que funciona no pavimento térreo do Centro Empresarial Cidade.
Ao ver o nome no cadastro do SPC, o inadimplente deve procurar a empresa que incluiu ela. Vá até a loja, conversa com o gerente ou proprietário e renegocia a dívida. Quando paga a primeira parcela, o nome já é retirado do SPC. Mas se no outro mês não pagar, aí já volta para o sistema. O período para a reinclusão depende da empresa em que ela se endividou, explica.
Após cinco anos sem realizar o pagamento, a dívida prescreve, diz o diretor. O nome não aparece mais na lista do SPC, a dívida caducou, e não pode voltar a ser ‘ceprocada’. Porém, enfatiza Rorato, a pessoa continua devendo para a empresa. E também quando precisar tirar o negativo no cartório de protesto, a dívida irá constar no registro.
Cuidado
Geralmente as pessoas ficam devendo porque realmente tiveram problemas financeiros. Doença, remédios, gastos imprevistos. Além disso, o diretor do SPC recomenda para que ninguém ‘empreste o nome’, já que é muito comum as pessoas descobrirem que dívidas de amigos para quem deixaram usar o nome, não foram pagas.
Outro aviso é tomar cuidado com as ligações de empresas. Às vezes as pessoas ligam falando que são de alguma empresa e pedem CPF e RG para, por exemplo, mandar um catálogo. Ninguém jamais deve passar CPF para desconhecidos. É muito arriscado, orienta.