Quando o financiamento é um bom negócio – 3

Para finalizar a série sobre financiamento, o professor doutor em economia e Conselheiro do Conselho Regional de Economia, João Carlos Leonello, explica sobre o refinanciamento. Apesar de parecer algo simples e que vai nos deixar com dinheiro na hora, é também um gasto a mais. As parcelas podem ficar com o valor mais baixo, porém a quantidade aumenta e é algo que tem de ser muito bem analisado para não ter mais problemas financeiros.

É cada vez mais comum ouvir propostas de refinanciamentos de veículos. Para explicar sobre isso, o economista citou um exemplo: comprei um carro, paguei parcelas desse carro, mas está meio pesado pra mim. Financiei 20, paguei cinco. Têm 15 ainda. Mas essas 15 estou para pagar em 30 vezes. Mas estou achando a parcela alta, então refinancio de 30 para 45 meses. E alerta que nesse caso, a dívida é prolongada. Não significa que está pagando menos. Por isso realmente tem que pesquisar.

Como existem muitos bancos e financeiras no mercado, às vezes fica difícil saber qual seria a melhor opção. As financeiras fazem propagandas tentadoras, mas o banco em que já se tenha conta há muito tempo, também pode oferecer uma boa proposta. Só entrar em financiamento quando tem jeito mesmo, enfatiza o conselheiro de economia. É importante que sente e raciocine. Principalmente porque quando você financia, você está assumindo mais uma dívida que vai entrar na sua renda, que já é limitada. É seu salário. Qualquer coisa que aperta mais essa renda no mês, pode trazer dificuldade. Agora, quando você financia com uma certa folga, tem uma renda boa, o financiamento tem um valor pequeno, aí não vejo nenhum problema antecipar essa aquisição, mas se vai inchar muito seu orçamento tem que tomar cuidado.