Acesso à Santa Casa é motivo de reclamações

Há aproximadamente um mês, o aposentado Mário Repula, dirigia na PR 558, saída para Araruna quando sofreu um acidente em frente ao Hospital Santa Casa. Apesar de não ter sofrido ferimentos graves, os danos materiais ultrapassaram R$ 1.500,00. O motivo do acidente, segundo ele, foi a má sinalização do trecho em obras. A ocorrência não é um caso isolado. Logo no início da PR, a placa que deveria indicar a velocidade foi atropelada por um veículo há uma semana e não foi reposta. No chão, não é raro encontrar cacos de vidro. Apesar disso, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) afirmam que o problema principal não é sinalização e sim a velocidade dos veículos.

De acordo com o sargento Otto, do posto de Peabiru da PRE, toda obra em rodovia gera transtornos. Não tem como evitar isso. O que precisa é mais compreensão por parte do motorista, diz. Para quem sai de Araruna ou da Santa Casa com destino a Campo Mourão, uma placa indica que a velocidade máxima no local é de 60 quilômetros por hora. No sentido contrário, a placa ainda não foi reposta. Mas ninguém respeita a velocidade. Mesmo sabendo do perigo eles colocam as suas vidas e as dos outros em risco.

O policial informou que regularmente são feitas fiscalizações no local e os motoristas infratores são multados. Após o contato da redação da TRIBUNA, às 17 horas, horário de pico, uma viatura da PRE estava próxima ao início da rodovia fiscalizando os motoristas. Sempre que solicitados, vamos ao local, relata o sargento.

Como até a semana passada a empresa responsável pela obra estava finalizando a terceira pista em frente ao hospital, troncos de madeira eram usados para indicar o desvio. Durante o dia tudo bem, mas à noite, era preciso que isso fosse feito com algo luminoso ou refletor. Nós que somos de Campo Mourão e conhecemos o local já sofremos acidentes. É um serviço necessário, mas precisa-se pensar sempre nas vidas em risco, lamenta Repula. Ele explicou que não foi possível ver os troncos porque uma ambulância vinha no mesmo sentido. Ele desviou, mas nós não vimos.

O superintendente regional do DER para região Noroeste, Engenheiro Civil Osmar Lopes Ferreira, explicou que foram colocadas placas de sinalização antes do início da obra nos dois sentidos. Ferreira explicou que esteve ontem vistoriando o trabalho desenvolvido pela empresa. Mas a gente nota que a velocidade é incompatível com o trecho. Embora critique a postura dos motoristas, o engenheiro explicou que a sinalização deverá ser melhorada nos próximos dias.

Obra orçada em R$ 1,8 milhão

A adequação nos dois quilômetros que levam até o hospital Santa Casa, assim como o acesso à nova ala hospitalar liberados em dezembro foram orçados em R$ 1,8 milhão. A obra era uma reivindicação antiga do hospital em razão dos riscos que o uso da rodovia oferecia aos usuários da via e à população que vai à Santa Casa. Em outubro de 2011, o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José ‘Pepe’ Richa Filho, esteve na região e ouviu a demanda de lideranças políticas e ligadas à entidade.

Dois meses depois o recurso foi liberado. Somente funcionários, a entidade possui 300 que utilizam diariamente o trecho. Além deles, aproximadamente 100 médicos prestam atendimentos no hospital. No projeto licitado foram previstas a ampliação da pista de rolamento, construção de acostamento, trevo de acesso, canteiros, pista para pedestre e ciclovia. Além das melhorias na rodovia PR-558, será feito um novo acesso ao Hospital por meio de um trevo por uma rua lateral, onde está sendo construída a nova ala da instituição.