Bancários ameaçam greve em setembro

Ontem (21) foi dia de manifesto em frente aos bancos. A categoria esteve conscientizando clientes e funcionários sobre as reivindicações feitas pelo sindicato. O acordo coletivo firmado em 2012 termina no final do mês e se não houver avanço nas reuniões marcadas para terminar hoje, setembro pode começar com transtornos para quem utiliza os serviços bancários. O principal pedido é pelo reajuste de 10,25%, que representaria um ganho real de 5% – descontando a inflação projetada para o período de um ano, de 4,97%.




O presidente do Sindicato, Marcelo Legnani, explicou que a pauta foi entregue no início de agosto e duas etapas de negociação já aconteceram. A primeira foi nos dias 7 e 8 e a segunda termina hoje. A gente espera seriedade na negociação. Não é o que acontece e todos os anos acabamos terminando em greve. O ideal seria que houvesse ponderação e os acordos fossem firmados nas mesas de negociação. Sem prejudicar a sociedade, diz. Além do reajuste, eles pedem que o piso da categoria seja equivalente ao indicado pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – que é de R$ 2.416,38.

Tendo como tema Chega de Truques, Banqueiro, outro objetivo do sindicato é denunciar os ‘esquemas’ de aumento de lucro. Como a rotatividade dos funcionários. Legnani relata que os bancos demitem funcionários antigos, com salários maiores, para contratar pessoas em início de carreira. Isso cria insegurança e afeta até a saúde do funcionário. Outro problema apontado é a exigência do cumprimento de metas consideradas por eles abusivas.

Legnani destacou que a sociedade também é prejudicada com a posição dos bancos de visar apenas lucro. Isso acontece pelo aumento no número de ocorrências policiais. Segundo eles, reflexo da recusa em investir em medidas de prevenção contra assaltos e sequestros.

Segundo ele, a greve dos bancários foi a principal responsável pelos acordos coletivos firmados em anos anteriores. Eles mantiveram os direitos e agregaram mais conquistas à Convenção Coletiva. Não há dúvidas de que os bancos farão de tudo para não atender às reivindicações dos bancários e, se possível, ainda tirar direitos já conquistados.

Os sindicalistas estão apresentando à sociedade um estudo feito pelo Dieese que aponta que a remuneração média dos bancários subiu 3,6%, desde 2004. No mesmo período, a lucratividade das instituições financeiras cresceu 230%.

Principais reivindicações

– Reajuste salarial de 10,25%

– Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese

– Plano de cargos, carreiras e salários para todos os bancários

– Auxílio-educação para graduação e pós graduação

– Auxílio-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche iguais ao salário mínimo nacional (R$ 622,00)

– Emprego: contratações, fim da rotatividade, das terceirizações e das demissões imotivadas e ampliação da inclusão bancária.

– Cumprimento da jornada de 6 horas para todos

– Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral

– Mais segurança nas agências e postos bancários

– Previdência complementar para todos os bancários

– Igualdade de oportunidades