Em 2011, o Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos), formado por agricultores, fabricantes e canais de distribuição com apoio do poder público, destinou corretamente praticamente 500 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas na região de Campo Mourão. Essa quantidade representa um crescimento de 6% quando comparado a 2010. Ontem (16), as portas da Unidade de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos de Campo Mourão, gerenciada pela Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita), estiveram abertas para a comunidade.
De acordo com a direção, 60 pessoas entre estudantes e a comunidade passaram para conhecer as etapas do trabalho realizado pela central de recebimento. No local, foram promovidas ainda atividades culturais e educacionais que incentivam a preservação do meio ambiente. Fundada em agosto de 2003, a unidade recebe embalagens de 36 municípios. Desde sua criação, o volume entregue no local cresceu praticamente 180%.
Oficialmente, o Dia Nacional do Campo Limpo será comemorado no dia 18, mas a antecipação foi feita para garantir a participação dos estudantes. O sistema tem uma lógica simples: quanto maior o volume de embalagens vazias de agrotóxicos recolhidas do campo, menor a poluição no ambiente rural.
Em 2000, o governo federal, através da Lei nº 9.974/2000, determinou que as empresas fabricantes dos defensivos agrícolas fossem responsáveis pela gestão das embalagens depois do consumo. Dois anos depois, o Decreto Federal nº 4.074, complementou a responsabilidade compartilhada entre agricultores, fabricantes e canais de distribuição. De acordo com a Adita, já há registro de devolução de 95% das embalagens de agrotóxicos utilizados pelos produtores