Os educadores do Centro de Socioeducação (Cense) do Estado encerraram a greve depois que o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, acatou a argumentação da Procuradoria Geral do Estado e declarou ilegal o movimento dos servidores. No entanto, segundo informou o educador social que coordenou o movimento em Campo Mourão, Marcelo Reginaldo Alves, pode haver uma reviravolta na próxima semana e os servidores novamente iniciar outra greve.
De acordo com Alves, a greve foi encerrada no dia 2. No entanto, segundo ele, o Sindicato dos Servidores (Sindsec) está recorrendo judicialmente para derrubar o mandado de segurança do Estado que encerrou o movimento. O Sindicato está recorrendo da liminar, comentou. Conforme Alves, não houve diálogo com o Governo. Não fomos chamados para conversar, criticou. Os servidores receberam apenas o reajuste de 14,79% das gratificações, informou Alves.
No Estado, a paralisação atingiu todas as 19 unidades. Em Campo Mourão, os 16 servidores do Centro também aderiram à greve. A unidade está superlotada. A capacidade é para 20 vagas, mas está atualmente com 27 abrigados. Apenas 16 educadores se dividem entre os plantões.
Os servidores querem que o Plano de Cargo de Agente de Segurança de Socioeducador – já deliberado e aprovado pela Secretaria de Estado da Família e do Desenvolvimento Social –, seja enviado à Assembleia Legislativa o mais breve. Pedem também seguro de vida, seguro de frota dos veículos, concursos públicos para repor o atual quadro – unidades lotadas e sem número adequado de servidores para atender as demandas -, mais segurança nas unidades de internação e de semiliberdade, onde denunciam a falta de segurança armada, falta de policiamento para escolta e para proceder a revistas íntimas.