A estiagem que persiste por mais de um mês tem beneficiado o desenvolvimento das lavouras de trigo na região. A última chuva significativa ocorreu no dia 15 de julho, conforme o Instituto Tecnológico Simepar. Apesar das boas condições para a colheita do grão, a área de plantio tem tido redução significativa nos últimos anos.
Segundo o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), Edílson Souza e Silva, grande parte da cultura está em fase final de enchimento e amadurecimento do grão. Em alguns municípios, como Juranda e Ubiratã, os produtores rurais já iniciaram a colheita.
O único problema, de acordo com Silva, foi a ocorrência de chuvas constantes há dois meses, prejudicando o controle de doenças que atingem a espiga do trigo. Muitos produtores não conseguiram fazer o controle em função das seguidas precipitações que estavam ocorrendo. E isso vai refletir agora na produtividade, explicou. Silva considerou que esta safra será ‘razoável’. Já podemos adiantar que a safra não será uma das melhores, ressaltou.
O engenheiro agrônomo comentou que o preço do cereal também está valorizado. Segundo o Deral, a saca está cotada a R$ 30. Este preço não é dos piores. É relativamente bom, comentou. A colheita deve ser finalizada no final de setembro.
Na região de Campo Mourão, a área de plantio do trigo sofreu neste ano, uma redução de 45%, comparando a safra do ano passado, segundo o Deral. Em 2011, foram cultivados 109 mil hectares do cereal. Este ano, a área de produção caiu para apenas 74 mil (ha). A estimativa é que sejam colhidas nesta safra 181,3 mil toneladas de trigo contra 221 mil no ano passado.
Apesar de melhoras no preço, segundo o Deral, a valorização ainda não é suficiente e o custo de produção é alto, o que influenciou para a redução da área. Conforme o órgão, a incerteza no mercado também desestimulou o produtor para o cultivo do trigo. No Estado, a redução na área do cereal foi de 25%. A produção estimada é de 2,28 milhões de toneladas, uma redução de 7% em comparação à safra passada.