A decisão sobre a adesão da Fecilcam ao movimento estadual de paralisação das universidades, que deveria ter sido tomada na última segunda-feira, foi adiada. Por uma diferença de apenas três votos, ganhou a proposta de nova assembleia no final da semana. Universidades como a UEM – de Maringá – e a UEPG – de Ponta Grossa –estão paralisadas. Os docentes pedem que o governo do Paraná cumpra o acordo firmado em março que determinava um reajuste de 31,73%. Na sessão de ontem, a Assembleia Legislativa aprovou em regime de urgência o aumento aos professores.
O professor Willian Belini, explicou que apesar da adesão estar condicionada a uma nova assembleia, a possibilidade de greve é concreta. Pelo que estou sentindo dos docentes, se o governo não cumprir nós entraremos em greve. Segundo ele, hoje a instituição está em assembleia permanente, que dá agilidade para qualquer decisão. Qualquer informação que tivermos, marcaremos rapidamente uma assembleia. Ela facilita o processo de conversar e votar, além de mostrar que tem uma luz vermelha acesa para o governo do Estado que diz: ou ele honra a proposta ou vamos entrar em greve.
Belini explicou que embora lutem pelo cumprimento do acordo, a questão que envolve o ensino superior da rede estadual não é apenas salarial. Queremos a equiparação salarial, mas tem outras coisas que vem nesse entorno, coloca. Entre os pedidos está a vinda da reitoria da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) para Campo Mourão e mais verba para a instituição.
Alep
O acordo que os docentes reivindicam começou a ser cumprido. Na segunda-feira (20), o projeto do reajuste salarial foi lido na Assembleia Legislativa. Pela proposta, o reajuste será feito em quatro anos, de outubro de 2012 a 2015. No final da tarde de ontem, a Assembleia aprovou em duas sessões plenárias o reajuste de 31,73% da tabela de vencimentos da carreira de magistério do ensino superior das instituições estaduais.
Como o projeto não sofreu emendas, um requerimento apresentado pela Presidência assegurou a dispensa da votação da matéria em redação final, permitindo o encaminhamento para a sanção do governador Beto Richa. A partir de 1º de outubro próximo, em quatro parcelas anuais de 7,14% (em 2012, 2013, 2014 e 2015), os professores universitários passam a receber a revisão salarial. Uma nova assembleia entre os docentes da Fecilcam, no entanto, só poderá ser marcada a partir de hoje à noite, respeitando 48 horas entre elas.