Em junho, quando foram instalados os radares fixos na BR 487, saída para Iretama, muitos motoristas se assustaram. Um mês depois, foi colocada a sinalização indicando que a velocidade máxima permitida nos trechos é de 60 quilômetros por hora. A coordenação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) explicou que, por enquanto, o excesso de velocidade não está sendo registrado. Durante aproximadamente 40 minutos a redação da TRIBUNA acompanhou o trafego no local e confirmou que a velocidade média no trecho já caiu.
O primeiro equipamento está no KM 192, próximo à Sajama. O segundo no quilômetro 200, logo depois da curva da Usina, próximo ao Parque Estadual Lago Azul e o terceiro no quilômetro 229, próximo à outra curva fechada. Quando foram instalados os postes, o DNIT já havia informado que seriam várias etapas antes que o equipamento entrasse em funcionamento efetivo. As duas primeiras, a instalação dos postes e a sinalização já estão concluídas. Ainda falta ligar a rede à energia, aferir o radar e realizar um período de testes.
O inspetor Felix Ribeiro da Silva, comandante da delegacia de Polícia Rodoviária de Cascavel explicou que os equipamentos influenciam muito na queda de acidentes na via. O radar fixo é um controlador da velocidade pontual e a velocidade tem sido hoje um dos principais motivos de ocorrências com vítimas, conta.
Ele explicou que quando o veículo respeita a velocidade da via, o tempo de reação aumenta e, com isso, é possível evitar muitos acidentes. Os trechos da BR 487 escolhidos para receber os radares são conhecidos como pontos perigosos. Existem outras questões até de engenharia a serem consideradas. Mas o número de acidentes foi um dos pontos de partida indicados pela PRF ao DNIT para a escolha do local de instalação do radar.
Segundo ele, o respeito ao limite da via é fundamental, mas somente pelo medo da multa é que os motoristas passam a obedecer. No último mês, foram 12 acidentes entre os quilômetros 176 e 253 da BR 487, entre Campo Mourão e Iretama. A expectativa é que esse número caia assim que o sistema entrar em operação.
Desde agosto do ano passado, foram instalados 72 radares fixos e barreiras eletrônicas em todo o Estado. O principal objetivo do chamado Plano Nacional de Controle de Velocidade (PNCV) é reduzir o número de acidentes nas rodovias federais por meio da fiscalização eletrônica. Em entrevista recente, o coordenador de comunicação social do DNIT, Marco Bianchi, não soube precisar exatamente os motivos para a escolha da BR 487, mas segundo ele, há vários itens a serem considerados, entre eles se é um trecho urbano, se há alguma escola próxima ou se há um grande número de acidentes.
O primeiro radar está em um trecho urbano da rodovia, de um lado a Vila Guarujá e o Carolo e do outro a entrada para o jardim Araucária. O segundo é na entrada do Parque Estadual, que conta com uma reserva ambiental com vários animais, que acabam sendo vítimas ao cruzar a pista, sem contar a curva da usina. O terceiro também fica logo depois de uma curva. Em todos esses locais a velocidade limite será de 60 quilômetros e será vistoriada tanto a faixa que leva a Campo Mourão como a que conduz a Iretama.