IPI reduzido só vai até final do mês

Quem está pensando em aproveitar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com alíquota reduzida para comprar um carro novo, deve se apressar. O benefício valerá apenas para os carros que forem faturados até o dia 31 deste mês, sendo que a alíquota é verificada na saída do veículo do estabelecimento do fabricante. Fora isso, o estoque nas concessionárias está cada vez menor. O Governo ainda não decidiu se irá prorrogar a data, mas a resposta deve sair ainda esta semana.

Por enquanto não há informação de que haverá prorrogação na redução do IPI e, como o estoque de carros novos nas concessionárias já está baixo, se não houver mais a pronta entrega, os consumidores deverão decidir se querem assumir o risco de comprar o carro e, talvez, ter de pagar o carro sem a redução.

Desde o dia 15 de junho, houve um aumento de 20% nas vendas dos carros, segundo o gerente de vendas, Carlos Alves. Ele informou que aproximadamente metade dos clientes já precisam esperar pelos carros. Alguns em torno de 10 a 15 dias, porém tem veículo que só chegam depois de 30 a 40 dias e correm o risco de ficar sem a redução. A fábrica não sustenta o valor e a concessionária também não consegue segurar. Assim que o governo cancela a redução de IPI, esse preço é repassado para o cliente, mesmo que já tiver realizado o pedido, pois dependemos da indústria.

O gerente de concessionária, Nivaldo Lima de Oliveira, explica que, no início do ano, houve uma desaceleração da indústria de uma maneira geral. Como é um setor que movimenta valores muito expressivos o Governo adota medidas de incentivo para que a área possa reaquecer. Houve um acréscimo de vendas nas indústrias automotivas em aproximadamente 5%. E para nós, aumentaram em 10% as vendas.

Segundo Oliveira, seria benéfico que o Governo prorrogasse as taxas reduzidas do IPI. Como aumentou a venda, faltou produção. O tempo foi escasso. A programação da indústria não é de imediato. São cerca de 90 dias de antecedência. Agora que estão se adequando e aumentando a produção. Mas se volta o IPI, vai dar um boom de estoque. A ideia é que se mantenha a alíquota de IPI para que não haja problema de superestoque na rede de concessionárias.

Além disso, há a questão da expectativa que foi gerada para os consumidores. Houve um aumento imediato e os estoques diminuíram. O gerente diz que acaba havendo uma frustração, pois as pessoas vão comprar, mas não tem mais o produto. O cliente vai à concessionária acreditando que conseguirá e não consegue. E nós ficamos sem ter o que fazer, já que é um imposto federal.

Quanto às vendas de semi-novos e usados, o mercado está muito desaquecido. Nivaldo Lima diz que a queda foi na ordem de 20%. E ainda afirma que as pessoas estão preferindo arriscar a comprar carros que podem ficar sem a alíquota reduzida a comprar um semi-novo. O semi-novo não supre o desejo. A pessoa se programa ao longo do tempo para ter um carro zero. É um sonho. Mesmo com esse risco, a tendência é que nos próximos dias a procura pelos carros só venha a aumentar, mas a dica é ir o quanto antes para tentar garantir o preço mais baixo.