Maringá continua emissão de passaportes

Apesar da expectativa de grandes transtornos com a greve da Polícia Federal, o primeiro dia de paralisação foi normal em Maringá. A emissão de passaportes, certidão de empresas de segurança privada e certidão negativa de antecedentes criminais, serviços agendados pela internet funcionaram sem filas ou demoras. No aeroporto de Maringá a situação também foi diferente de outros centros, sem atrasos. O motivo apontado na regional para não aderir ao movimento grevista foi a falta de objetividade dos pedidos da categoria. A delegacia de Maringá é o posto que atende aos pedidos de Campo Mourão e região.

O delegado sindical do Sinpef-PR em Maringá, Eduardo Zobisch, declarou que o motivo da decisão está relacionado com as reivindicações. Segundo ele, os pedidos dos policiais não estão claros. Não é uma greve ainda. É uma paralisação por três dias, ao final desse período, deverão acontecer reuniões para decidir as próximas ações. Até lá, continuamos nosso trabalho, diz. Zobisch descartou o risco de filas e transferência de serviço para a regional de Maringá. Não há nada que impeça que outros municípios façam o passaporte, por exemplo, aqui. Mas é um serviço agendado pela internet. Não há filas.

Em média, o tempo de espera entre o agendamento e a convocação para comparecer na sede da Polícia Federal é de uma semana. Para a entrega do documento, mais uma semana. O delegado explicou que a Polícia Federal em Maringá conta com 54 policiais.

No final da tarde de ontem, o sindicato em Curitiba emitiu uma nota informando que a emissão de passaportes em todo o estado estaria suspensa em função da greve. A categoria baseada no Paraná, que aderiu ao movimento nacional de greve avisa aos interessados que nenhum serviço de passaporte será atendido, razão pela qual sugere que as pessoas nem se desloquem aos respectivos locais, informa trecho do comunicado enviado à imprensa. Maringá foi a única seção sindical que não aderiu ao movimento no Paraná. Em todo o Brasil, somente mais uma está funcionando.

A greve

Com a greve, nas fronteiras de Foz do Iguaçu e Guaira foi realizada a chamada Operação Padrão. A medida funciona como um pente fino em todos os veículos e pessoas que tentam entrar no país. De acordo com o presidente do Sindicato do Paraná, Fernando Vicentine, essa é a forma de evitar a entrada de drogas e armas no país. Mas o trabalho é impossível pelo efetivo sucateado. No Paraná, são 700 Policiais Federais e o recomendado pelo sindicato é dois mil.

Entre as reivindicações estão a reestruturação salarial e da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas. Os policiais pedem ainda a deposição do atual diretor-geral, Leandro Daiello Coimbra. Vicentine explicou que em fevereiro de 2011, foi entregue a Coimbra um documento pedindo a reestruturação da carreira, mas esse documento não foi levado adiante.