A situação de greve das Universidades Federais continua sem ser resolvida. Ontem, em Curitiba, foi realizado o primeiro ato unificado dos servidores técnico-adminsitrativos do Paraná no qual se reuniram representantes de todo o estado. Já os professores aguardam por uma nova proposta do Governo que realmente atenda às necessidades que eles pedem que sejam sanadas.
O servidor técnico-administrativo da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), Elton Santos, foi à Curitiba junto com outros membros da equipe de Campo Mourão, Apucarana e Londrina para participarem do primeiro ato unificado dos servidores técnico-administrativos. Segundo ele, aproximadamente 150 pessoas participaram do evento. A manifestação ocorreu pela manhã em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Centro de Curitiba. Em seguida, foram realizadas reuniões e debates até o final da tarde.
A manifestação contou com a participação de representantes de todos os campi das universidades federais do Paraná. Um dos grandes problemas, segundo Santos, é que o Governo até agora não se manifestou em relação aos técnicos.
O técnico afirma que o movimento tende a se fortalecer e que estão dispostos a manter a greve. O Governo está adiando a negociação com a categoria dos servidores técnicos, porém é algo que também prejudica as instituições, mesmo que os professores voltem. Inclusive as matriculas estão sendo prejudicadas, o administrativo não está fazendo as matrículas porque, além da greve por parte das duas categorias, não se sabe ainda quando o semestre vai começar.
Elton Santos diz que algumas pautas locais começaram a ser consideradas pela direção do Campus do município. A construção de um bloco específico para a administração era também um dos pedidos urgentes da categoria. O Campus está crescendo, mas nós ainda temos de usar salas que ficam debaixo de escadas ou que antes eram usadas como vestiários e banheiros”, afirma. Porém, explica que há muito mais o que ser considerado e melhorado para que haja uma verdadeira qualidade no ensino.
Professores
Na terça-feira da semana passada (24), o governo apresentou uma proposta para os professores das universidades federais, que apresentava reajustes salariais que variariam de 25% a 40%, em vez de 12% a 40% como era na proposta anterior. Porém, Elton Santos alerta para o fato de que a proposta foi rejeitada, pois o reajuste anunciado não beneficiaria a todos a categoria, mas atingiria apenas aproximadamente 0,5% dos professores, que são os que se encaixariam nos requisitos exigidos.
Para o professor Miguel Rodriguez, as situações mais críticas não estão sendo discutidas, que seriam em relação à infraestrutura e ao plano de carreira. A categoria pretende continuar com a greve até que a situação seja resolvida. A preocupação é de que o governo endureça, pois, segundo ele, já foi falado que o salário dos professores pode ser suspenso se não entrarem logo num acordo.
Eles esperam que o Governo faça agora uma proposta diferente e que realmente beneficie as duas categorias, aos alunos e a toda comunidade.