A população de Luiziana elegeu no último dia 7, com 2.580 votos, Mauro Alberto Slongo (PDT), para administrar o município durante os próximos quatro anos. Há 19 dias após o pleito, o novo prefeito eleito concedeu ontem entrevista exclusiva à TRIBUNA. Ele falou sobre as ações que pretende fazer enquanto governar o município. Alvo de ataques políticos adversários na cidade, Slongo afirmou que focou sua campanha apenas em propostas, sem revidar críticas adversárias. Nosso processo eleitoral foi constrangedor. Como eu tinha o apoio do prefeito (Claudio Pol), ‘bateram’ nele também. Política se ganha com propostas, e foi o que fizemos, provocou Slongo.
O novo prefeito eleito venceu nas urnas por uma diferença de 649 votos do segundo candidato mais votado, Wilson Tureck (PSDB). Ele recebeu 50,31% da votação. Slongo afirmou que priorizará durante seu governo as áreas da saúde, educação e manutenção de estradas. Sobre a escolha do quadro de funcionários, afirmou que não terá companheirismo, e optará por pessoas, de preferência, com capacidade técnica. Isso eu sempre deixei claro no decorrer da minha campanha, ressaltou.
Questionado sobre qual será a cota dos partidos coligados em relação à composição da administração, Slongo foi enfático. Disse que não prometeu cargos a nenhum dos quatro partidos- PDT, PSC, PMDB e PT-, aliados. Não firmamos compromisso de cargos. Vamos sentar com o grupo e discutir como ficará essa composição, falou. Leia abaixo a entrevista.
Jornal Tribuna do Interior – Como o senhor avalia o processo eleitoral e qual foi o diferencial da campanha?
Mauro Alberto Slongo – Nosso processo eleitoral foi constrangedor. Por eu ter sido genro do prefeito, eles entraram com uma ação dizendo que eu estava inelegível. Mas na verdade não estava. E isso tumultuou minha campanha. Inclusive fui levado para a justiça e provei que estava tudo certo. Como eu tinha o apoio do prefeito (Claudio Pol), ‘bateram’ nele também. Política se ganha com propostas, e foi o que fizemos. Esse foi o nosso diferencial.
Tribuna – Qual será o foco de seu governo?
Mauro – Nosso foco será a saúde, educação e manutenção de estradas. Eu diria que estes são os três segmentos que vamos dar prioridade.
Tribuna – Qual será sua primeira ação como prefeito?
Mauro – Minha primeira ação como prefeito será montar o nosso quadro de funcionários. Porque é através disso que vamos tomar as decisões para engajar os trabalhos.
Tribuna – Quais serão os critérios para a escolha dos membros do primeiro e segundo escalões?
Mauro – Vou dar preferência para pessoas técnicas. Existe muito o companheirismo. Mas sempre deixei claro no decorrer da minha campanha aos companheiros que para escolha da equipe de trabalho vou avaliar o critério técnico de cada um. Até porque a escolha não será só minha, mas sim do grupo. A campanha foi com o grupo e é com este grupo que vamos escolher nosso quadro funcional.
Tribuna – Qual será a cota dos partidos coligados em relação à composição da administração?
Mauro – Nós tivemos quatro partidos em nossa coligação, o PDT, PSC, PMDB e PT. Não firmamos compromisso de cargos com nenhum partido. Mas acredito que vai dar para atender a todos. Vamos sentar com o grupo e discutir como ficará essa composição. Mas como eu já disse anteriormente os cargos serão escolhidos de acordo com a capacidade técnica de cada pessoa.
Tribuna – O senhor espera o apoio da Câmara para os projetos de interesse do município?
Mauro – Sim. Conto muito com a Câmara. Até porque conseguimos eleger quatro vereadores. Não desprezando os demais, temos a maioria da Câmara. E tenho certeza que os demais vereadores eleitos querem o melhor para o município. Então não vejo problemas quanto a isso.
Tribuna – Qual será o papel do vice-prefeito na administração?
Mauro – A minha vice-prefeita [Maria Herotildes Henrique de Faria] vai atuar junto comigo nos ajudando na administração. E ela atuará desde já, na escolha do quadro de funcionários.
Tribuna – O senhor acredita que o apoio do prefeito Claudio Pol tenha alavancado sua eleição?
Mauro – Com certeza. Todos os prefeitos que passaram fizeram sua parte, mas o município deslanchou com a entrada do Claudio Pol. E isso fez a diferença. O ex-prefeito [Santo Monegat] também foi fundamental para a minha campanha. A maioria dos ex-vereadores estava me apoiando também. Por isso eu estava confiante em minha eleição, pelo grupo de apoio que tivemos.
Tribuna – As eleições em Luiziana sempre foram marcadas por muitos ataques políticos. No seu caso específico, o senhor enfrentou inúmeras acusações. Qual o motivo de tantos ataques?
Mauro – De início por ser apoiado pelo prefeito atual [Claudio Pol]. De repente os adversários me atacaram porque talvez esperasse o apoio dele. Já tínhamos um parâmetro e sabíamos que estávamos muito bem cotados para a prefeitura. Mas de modo geral, acredito que o desespero levou algumas pessoas a me difamarem.
Tribuna – Embora não seja da base aliada do Governador Beto Richa (PSDB), espera o apoio do Governo do Estado?
Mauro – Sim, claro. Eu não vejo dificuldade nenhuma com o Governo. Acho que desde que a gente vá lá e se apresente a ele, acredito que não teremos dificuldade nenhuma, até porque ele é o Governo do Estado do Paraná e não vai escolher este ou aquele para atender.
Tribuna – O senhor governará com transparência?
Mauro – Com certeza vamos trabalhar com transparência. Nas nossas reuniões, pretendo fazer as reuniões para ouvir as reivindicações, vamos ver o que fazer e o que pode ser feito para a população e o município. Mas aviso que vamos trabalhar com pé no chão.
Tribuna – Mauro Slongo governará para todos?
Mauro – O meu trabalho será para os 7.314 habitantes de Luiziana.
Tribuna – Uma mensagem à população de Luiziana…
Mauro – Agradeço a população por ter acreditado e confiado em minhas propostas. Fico muito agradecido ao grupo que acreditou e acredita em mim. Tenho certeza que lutarei pelo nosso povo e para o melhor ao nosso município.