Epidemia de dengue em Peabiru

A 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão confirmou ontem números alarmantes de dengue no município de Peabiru. São pelo menos 143 casos confirmados da doença, o que passa a ser considerado uma epidemia na cidade. A chefe da Divisão de Vigilância da Regional de Saúde, Elizabeth Mitiko Konno de Lozada, disse que todos os esforços estão sendo feitos para tentar reduzir esse índice e impedir que a doença continue se proliferando em Peabiru. Já estamos utilizando o fumacê com o carro, por ciclos na cidade, diariamente e mobilizando um grande número de agentes para o trabalho de remoção de criadouros do mosquito transmissor da doença, disse Mitiko.

De acordo com Mitiko, a situação é muito preocupante e o alerta é para que as pessoas façam a sua parte, com a limpeza constante de seus quintais. De nada adianta todo esse esforço da Saúde, se a população não eliminar os criadouros do mosquito de suas casas. A cidade vive uma epidemia, com praticamente a totalidade dos casos notificados sendo confirmados em dengue. Ou seja, o vírus está mesmo circulando pela cidade, afirma ela.

Algumas amostras foram coletadas e encaminhadas para exames em Curitiba. O objetivo é classificar que tipo de dengue circula em Peabiru. O município já viveu uma situação preocupante de dengue em 2010 e esperamos que seja o mesmo vírus daquele ano que circula neste momento. A mais preocupante é a dengue 4, que é a hemorrágica, mas até o momento não temos nenhum caso registrado.

Mitiko pede que a população fique atenta e procure atendimento médico a qualquer sinal da doença. No caso da dengue hemorrágica, os principais sintomas são sangramento no nariz, na boca e até manchas no corpo. São sinais de complicação da doença e que exigem rapidez. A dengue hemorrágica pode levar a pessoa à morte, em até 48 horas, alerta.

A secretária municipal da Saúde de Peabiru, Neuza Maria Zanato Steden disse uma equipe de 40 pessoas foi formada para trabalhar em arrastões por toda a cidade. As visitas são diárias nas casas das pessoas e todo tipo de sujeira ou objeto que acumule água são retirados dos quintais. Estamos já na terceira etapa dos arrastões pela cidade, com apoio também a Regional de Saúde que está fazendo o trabalho de fumacê com o carro. Onde o carro não chega, fazemos o fumacê com a máquina costal mesmo, comenta Neusa.

O combate à doença tem sido intenso, com arrastões, inclusive aos sábados e domingos. Se preciso for, Neusa diz que a equipe da dengue vai atuar até mesmo no dia de Natal. Ainda não está nada definido, mas caso a situação continue alarmante, como está, é provável que vamos manter o trabalho nas ruas até mesmo no Natal.

A proliferação do Aedes Aegypti começou a preocupar até mesmo aquelas pessoas descuidadas com seus quintais, segundo a secretária. Com a intensidade dos casos, temos percebido a população mais preocupada. As pessoas estão cuidando melhor dos quintais, o que deve ser uma preocupação durante o ano todo e não apenas nesse momento de epidemia, adverte.