Vilma Terezinha de Souza Pinto, a professora Vilma (PT), foi eleita para ocupar a uma das 13 cadeiras do Legislativo mourãoense com 1.371 votos. É a primeira vez que exerce cargo político. Agora vereadora eleita, ela promete um mandato popular e participativo para debater e propor melhorias na educação, saúde, juventude, entre outras áreas. Vamos continuar na construção do mandato coletivo buscando a participação da população. O lema da campanha foi Atitude faz diferença. Quero seguir com esse pensamento, ponderou.
Eleita pela situação, ou seja, ela faz parte do grupo da prefeita eleita, Regina Dubay, professora Vilma afirmou que estará sempre a favor da transparência e trabalhará para que as políticas públicas se sobressaiam aos interesses privados. Os Poderes constituídos devem estar mais próximos dos interesses da classe trabalhadora. Vamos continuar na construção do mandato coletivo buscando a participação da população, afirmou.
Sobre a eleição de Regina à prefeitura, a vereadora eleita disse que espera uma prefeita ousada em suas ações. Ela observou que a atuação de Regina enquanto vice-prefeita neste mandato, a ajudou a enxergar as necessidades do município. Estaremos ao lado da prefeita em todas as ações e projetos que forem para o bem da população, especialmente a mais pobre, que é a que mais necessita dos serviços públicos e dos programas sociais, falou. Leia a entrevista abaixo.
Tribuna do Interior – Qual sua avaliação sobre o resultado das urnas? O que representa esta renovação na Câmara de Vereadores?
Vilma Terezinha de Souza Pinto – Esse resultado merece ser olhado com muita atenção, pois os eleitores sempre nos apontam caminhos, nos revelam suas insatisfações. Acho que não é só a renovação que é o importante. O eleitor quer mudanças. Quer uma Câmara de Vereadores independente, que fiscalize com rigor os recursos públicos e os serviços prestados pelo Executivo.
Tribuna – Eleita pela situação, que linha assumirá durante seu mandato?
Professora Vilma – Estarei sempre a favor da transparência e trabalhando para que as políticas públicas se sobressaiam aos interesses privados. Os Poderes constituídos devem estar mais próximos dos interesses da classe trabalhadora. Vamos continuar na construção do mandato coletivo buscando a participação da população.
Tribuna – Quais são as suas principais preocupações para o início de mandato?
Professora Vilma – Durante a campanha dois pedidos se sobressaíram: a saúde, especialmente os exames e especialidades, onde precisamos ter maior transparência e mais agilidade nos atendimentos e agendamentos, pois as pessoas não se programam para adoecer e a educação onde as mães reivindicaram mais vagas nos CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil), com horário prorrogado até as 18 horas. Portanto é preciso aumentar com urgência o número de vagas para crianças a partir de zero ano. Também tenho grande preocupação com o Plano Diretor, com o planejamento de nossa cidade para os próximos 10 anos. Precisamos continuar debatendo com mais profundidade, acompanhando as ações do poder público, para saber se elas estão em consonância com este plano.
Tribuna – Qual será a marca de seu primeiro mandato como vereadora?
Professora Vilma – Contribuir com a organização da população sendo voz ativa das reivindicações dos bairros, defender a melhoria das condições de trabalho dos servidores e servidoras e fiscalizar, com rigor, a qualidade dos serviços públicos prestados. Nas plenárias de trabalho, tiramos como pauta principal atuar nos seguintes segmentos: Educação, Saúde, Políticas Públicas para Juventude e luta pela não Violência à Mulher.
Tribuna – Em seu ponto de vista, quais os grandes problemas da cidade?
Professora Vilma – Alguns dos grandes problemas são saúde, educação e transporte e os Conselhos têm uma importância fundamental no fortalecimento desses serviços públicos e nas decisões que afetam a população, pois são compostos por representantes do poder público, da sociedade civil e outras organizações. O ideal seria que todos os conselhos fossem deliberativos e compostos por pessoas comprometidas com os projetos e programas de relevância para o município e com autonomia no acompanhamento dos recursos.
Tribuna – Passada a eleição, no que diz respeito à presidência da câmara a senhora já foi sondada para votar na presidência ou ser presidente?
Professora Vilma – Vivemos numa democracia onde todas as decisões precisam ser amplamente debatidas. É natural, neste momento, a movimentação entre os vereadores para discussão sobre o futuro presidente/a da casa. O/A presidente eleito/a, independente das siglas partidárias, deve oportunizar que os projetos tramitem e sejam apreciados pelo plenário. Espero que nossos pares compartilhem, assim como eu, de tais concepções. Admito que já fui questionada sobre a possibilidade de presidir a casa e a minha resposta foi a de que reúno as condições para exercer essa função com lisura e transparência.
Tribuna – Qual é a importância de um Presidente da Câmara?
Professora Vilma – Pela Câmara passam as grandes decisões e formulações das Leis que interferem diretamente no desenvolvimento do município e na vida de cada cidadão. O Presidente do Legislativo tanto quanto a Chefe do Executivo estão à frente dos interesses da cidade, para isso precisa ter um Plano de Trabalho, equipe técnica qualificada que dê suporte e segurança para que os temas mais complexos que serão transformados em Projetos de Lei sejam votados com segurança. Nas decisões precisa agir com imparcialidade para dar credibilidade a Casa.
Tribuna – Como a senhora avalia os trabalhos dos atuais vereadores e do comparecimento da população nas sessões da Câmara?
Professora Vilma – Há um distanciamento entre o poder legislativo e a comunidade. As pessoas precisam se sentirem representadas. Elas percebem quando agimos por vaidades e interesses pessoais. A classe trabalhadora ajuda na construção da riqueza social e quer retorno por parte dos poderes constituídos. Alguns vereadores, no desejo de solucionar os sérios problemas da população, ao invés de fortalecer, fiscalizar, acompanhar, cobrar qualidade e investimento nos serviços públicos essenciais prestados à sociedade fazem assistencialismo. Precisamos criar mecanismos para que as lideranças dos bairros acompanhem a elaboração e o processo de execução das leis municipais apresentadas e juntos avançarmos.
Tribuna – Que postura a senhora espera do Legislativo nesta gestão?
Professora Vilma – Sei que cada um foi eleito por defender determinadas bandeiras de luta, por seus posicionamentos e as demandas trazidas da sociedade. Em alguns momentos haverá disputas e tensões, mas devemos trazer argumentos para o bom debate, construir consensos, abandonar nossas vaidades pessoais em busca do cumprimento da tarefa de legislar.
Tribuna – O que a senhora achou da vitória da prefeita eleita Regina Dubay?
Professora Vilma – Trabalhamos com os mesmos objetivos. Ficamos felizes por vencer as eleições. Meu partido, o PT, fez uma aliança com o PR e apoiou a Regina. Estaremos ao lado da prefeita em todas as ações e projetos que forem para o bem da população, especialmente a mais pobre, que é a que mais necessita dos serviços públicos e dos programas sociais. A Regina sempre apoiou e defendeu os programas dos Governos Lula e Dilma. Acho que a população identificou isso nela e a escolheu para ser a chefe do Executivo.
Tribuna – O que espera da administração de Regina?
Professora Vilma – Espero que a Regina seja ousada em suas realizações, assim como foi à frente da Secretaria da Mulher. Tenho certeza que sua atuação como vice a ajudaram a enxergar as necessidades, nos aspectos físicos e humanos de nossa cidade. Creio que fará tudo para melhorar os serviços públicos, diminuir a violência, gerar mais postos de trabalho, ouvir a população e abrir canais de diálogo com a sociedade. Nas minhas propostas eu disse que queria estar na linha de frente das reivindicações dos bairros. Espero que junto com o Executivo meu mandato possa ser útil.
Tribuna – A senhora é estreante como vereadora no município, quais são seus principais projetos para o seu mandato?
Professora Vilma – Construir um mandato popular e participativo para debater e propor melhorias na educação, saúde, juventude, deficientes físicos e diversidades, travar um embate pela não violência à Mulher. O Lema da Campanha foi Atitude faz diferença. Quero seguir com esse pensamento. Lutando por um poder Legislativo com liberdade de expressão e transparência.
Tribuna – Como surgiu a intenção de entrar na vida política?
Professora Vilma – Ninguém é líder de si mesmo. Entrar na vida política é consequência das Lutas históricas travadas em favor da classe trabalhadora, por uma educação de qualidade não só na região da Comcam, mas também em nível de Estado junto aos demais companheiros. Vem também por acreditar que outro mundo é possível, que temos que lutar para melhorar moradia, saúde, economia, escolaridade, produzindo melhores condições de vida para todos, através das boas decisões políticas.