Desde que foi delimitada a passarela que liga o centro de Boa Esperança a empresas e propriedades ao longo da PR 468 – sentido Mamborê, proprietários de imóveis na região estão enfrentando problemas para fazer a conversão. Como o trecho é usado intensamente por caminhões máquinas agrícolas, surge a necessidade de um acostamento. Cansada de pedir para a prefeitura e para os órgãos de trânsito uma solução, ela promete entrar na justiça. Documentos e fotos comprovando os transtornos já foram encaminhados ao Ministério Público, prefeitura e Departamento de Estradas e Rodagem.
A proprietária do imóvel, Maria Izabeti da Silva, explicou que a passarela foi delimitada com pequenos postes de madeira pintada. O movimento é muito grande aqui porque tem a cooperativa, grandes proprietários e um silo particular. Além disso, o pessoal que vai de Campo Mourão a Cascavel usa essa rodovia para fugir do pedágio próximo a Mamborê, relata.
Segundo ela, há poucas semanas houve um acidente grave porque o funcionário de uma empresa tentou cruzar a rodovia e não viu que estava vindo um veículo. Para que haja uma resposta, Maria fez uma notificação extrajudicial à prefeitura e o DER para que fossem retirados imediatamente os postes de madeira que impediam a entrada na propriedade. Isso está colocando em risco quem utiliza a rodovia, destaca.
Estacionamento
Além do problema da passarela, Maria explicou que a festa da Vaca Atolada tradicionalmente gera prejuízos para quem tem propriedades no entorno do clube. Segundo ela, a prefeitura delimitava os estacionamentos sobre uma parte das plantações. A gente calcula que no ano passado, o que os carros estragaram chegou a 10% de perdas com o trigo. Para evitar problemas, além da notificação extra-judicial, ela colocou placas informando que os terrenos adjacentes não poderiam ser usados.
De acordo com o prefeito, Cláudio Gotardo, essa é uma questão particular da proprietária. Isso é equivocado, porque a faixa de domínio prevê que 12 metros para cada lado a partir do centro da rodovia pode ser utilizado. Mas nós não vamos fazer disso um cavalo de batalha. Não atrapalhou a festa, a festa não deixou de ocorrer, pelo contrário o brilho da festa está marcado já.