A Bienal do Livro e Leituras de Campo Mourão foi encerrada no último sábado, 26, com a apresentação do grupo de cultura ucraniana, Barvinok. Com espaço lotado, o grupo de Curitiba veio a cidade para mostrar mais da tradição ucraniana que está muito presente no sul do país e em Campo Mourão, fato que motivou a escolha do país como homenageado pela Bienal do Livro e Leituras. Terminado o evento, o balanço dos cinco dias de programação foi analisado positivamente, tanto pelos organizadores, quanto pelas pessoas que participaram como convidados ou ouvintes.
Ao todo, foram mais de 50 atrações entre programação artística, lançamentos literários, palestras e mesas redondas, e outras atividades concentradas nos estandes da Avenida Norberto Marcondes, em frente ao Teatro Municipal. Escritores de várias partes do país elogiaram a organização. A próxima Bienal vai acontecer em 2015.
Devemos o sucesso do evento, principalmente à equipe organizadora, que demonstrou que a Bienal do Livro e Leituras de Campo Mourão tem tudo para se tornar referência no assunto, no estado e no país, declarou a Prefeita Regina Dubay. Segundo ela, nada seria possível sem o trabalho da Fundação Cultural, que promove não só a Bienal, mas vários outros eventos de grande qualidade.
Para a Secretária de Cultura, Sônia Singer, a primeira edição da Bienal do Livro e Leituras agradou tanto público, como parceiros e livreiros, que tiveram uma boa venda e divulgação nos estandes. Em geral, estamos muito contentes, quem compareceu gostou. A qualidade intelectual foi muito boa e todos puderam aprender com a experiência e conhecimento de nossos convidados, destacou a secretária.
Ela já apontou algumas coisas que serão reanalisadas para a próxima edição, com a ajuda dos parceiros, como o melhor período para a realização e a readequação da programação. Para a próxima edição queremos que chegue a mais pessoas, inclusive aquelas que são multiplicadoras e que a região tenha mais oportunidades de participar também, explicou a secretária.
A admiração dos autores ao encontrar um evento de grande porte em uma cidade com pouco menos de 100 mil habitantes era demonstrada em cada atração que participavam. Paulo Venturelli, ganhador do Prêmio Jabuti 2013, na categoria Infanto-Juvenil, disse, em seu discurso de lançamento literário, que ficou impressionado com o evento que encontrou em Campo Mourão. É um evento grande, não só no número de atrações, mas principalmente com muita qualidade, disse o escritor.
Lúcia Fidalgo, professora de literatura, contadora de histórias e escritora veio do Rio de Janeiro para a Bienal do Livro e Leituras. Para ela, uma Bienal bem organizada, mas com porte menor do que as das grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, atingem melhor o objetivo. Numa cidade como essa nós conseguimos chegar aos multiplicadores e o evento chega mais próximo da população em geral, cumprindo melhor o seu papel de incentivar o livro e a leitura, comentou.
A Bienal do Livro e Leituras foi uma realização da Prefeitura de Campo Mourão, Fundação Cultural, Secretaria da Educação, Universidade Estadual do Paraná, UniCesumar e Colégio e Faculdade Integrado. Contou com a parceria de Oxy Propaganda, Sesi/Senai, Sesc, Senac, Unicampo, Núcleo Regional de Educação e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com o apoio da Biblioteca Pública do Paraná, Consulado Geral da Ucrânia, Grupo Stchastia e Associação Mourãoense de Escritores.