Termina nesta sexta-feira (29), a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa. A imunização é obrigatória a todos os animais e sua comprovação pode ser feita de forma presencial ou pela internet. A vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir a doença infecciosa que ataca bovinos e bubalinos. Até o final da semana, a expectativa do escritório regional da Agência de Defesa do Paraná (Adapar) é que os mais de 590 mil animais distribuídos em oito mil propriedades recebam a dose da vacina.
A febre aftosa, embora não seja doença que possa atingir humanos, é considerada uma das piores em termos de prejuízos econômicos. Sua constatação obriga a região a paralisar todas as vendas de produtos de origem animal e mesmo grãos – como a soja e o milho. Além disso, a descoberta de um foco da doença obriga ao sacrifício de todo um rebanho. A última vez em que houve a suspeita não confirmada, em 2005, o Estado teve prejuízos enormes. O Paraná é considerado Área Livre de Febre Aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A doença é infecciosa e os primeiros sintomas que o animal apresenta é febre alta e pequenas feridas na boca, narinas e pele. Na sequência, ele para de andar e comer.
A vacinação é realizada anualmente em duas etapas. Na primeira, em maio, apenas os animais de até dois anos devem receber a injeção. Nesta de novembro, todos deverão passar pela imunização. Normalmente, os índices da região ficam próximos de 98% do rebanho, sendo que os 2% restante são resultado da falta de comprovação e não da imunização. O produtor que não vacinar ou não comprovar que vacinou seus animais, será multado em R$ 107,58 por cabeça não vacinada, além de ser impedido de transportar seus animais para qualquer finalidade.
Em entrevista recente à TRIBUNA, a médica veterinária e fiscal da Adapar, Cláudia Gebara, explicou que há alguns anos, o Estado tem se estruturado para conseguir o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação. Seria um status sanitário superior que pode abrir barreiras para a exportação. Mas o primeiro ‘degrau’ para poder tirar a vacina é a gente ter índices excelentes de vacinação nas campanhas anteriores, coloca ao explicar que eles devem ficar entre 97 e 100%.
As doses da vacina estão disponíveis no mercado em lotes mínimos com 10 doses. Quem tem poucas cabeças de animais na propriedade pode se unir para compra da vacina em conjunto. Mas a comprovação deve ser feita de forma individual.
Comprovação
Até sexta-feira, existem duas formas de fazer a comprovação. A primeira, já tradicional, é a entrega pessoalmente nos escritórios da Adapar. Desde a campanha de maio, o pecuarista que preferir também pode fazer a comprovação de forma online. Apesar de apenas 2% das comprovações de maio terem sido realizadas dessa maneira, a tendência é que esse percentual cresça já nessa etapa.
A informatização destas informações é o primeiro passo para integrar o sistema de defesa. O produtor pode realizar a comprovação da vacinação pela internet, acessando a página da Adapar (www.adapar.pr.gov.br), conforme procedimento que será feito em duas etapas. A Celepar vai disponibilizar o acesso para o vendedor fazer o cadastro de venda da vacina, com as informações dos produtores e das propriedades.
Paraná
Conforme dados obtidos na etapa de vacinação de novembro do ano passado, o Estado do Paraná possui um rebanho de 9.491.801 bovinos e bufalinos, distribuídos em 193.295 explorações pecuárias. A população bovina e bufalina com até 24 meses de idade é de aproximadamente 4.244.181 animais (44% do total existente).
Rebanho bovino e bubalino por município da Região