A 11º Regional de Saúde de Campo Mourão, em parceria com o Governo do Estado do Paraná, promoveu durante a manhã dessa segunda-feira (18) um evento de capacitação para profissionais que atuam na Comissão de Controle de Infecções Hospitalares – CCIH, da área de saúde dos 25 municípios da região da Comcam. O evento foi dividido em duas etapas. No período da manhã, os representantes participaram de uma web conferência promovida pela Secretária de Estado da Saúde, com a participação de todas as Regionais de Saúde do Estado, com o tema infecção generalizada do paciente CEPS. A outra pauta cumprida foi sobre o programa Mãos Limpas, Paciente Seguro, para os hospitais – um programa de qualidade por serviços hospitalares, onde serão certificados os estabelecimentos de saúde que atende os pacientes, diretrizes da Organização Mundial Saúde (OMS).
A higienização das mãos é uma medida básica para redução das infecções relacionadas à assistência a saúde. Embora seja uma ação simples e de baixo custo, a não adesão a essa prática entre os profissionais de saúde ainda é um problema em todo o mundo. O primeiro Desafio Global pela Segurança do Paciente, proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como lema Uma Assistência Limpa é uma Assistência mais Segura, sendo uma das ações direcionadas ao aumento da adesão à higiene das mãos. Esse desafio conta com o comprometimento de vários países do mundo, com a inclusão do Brasil em 2007.
Segundo a enfermeira da Vigilância Sanitária e Saúde do Trabalhador, Anne Kulik, o objetivo é diminuir os casos de infecção hospitalar. Esse trabalho desenvolvido aqui é muito importante por que, quando o paciente é internado e pega uma infecção hospitalar trás um agravo tanto ao paciente quanto ao serviço de saúde, coloca antes de descrever que normalmente se ele ficaria dois ou três dias internado, com uma infecção ele pode ficar de sete a dez dia no hospital. Com isso vai diminuir a oferta de leitos para a comunidade e aumentar o gasto para o paciente emocional e fisicamente. Além disso, a instituição tem que arcar com os valores, explica.
De acordo com Kulik na região da Comcam, as taxas de infecção hospitalar nos serviços giram em torno de três a quatro por cento ao mês. Um número baixo, mas existe sub notificação muito grande. As comissões de infecção hospitalar acabam não desenvolvendo todo o serviço que é inerente a elas, e com isso não conseguem detectar os casos de infecção hospitalar, por isso é que há essa baixa notificação. Se cada comissão trabalhasse realmente como ter que ser trabalhado dentro das instituições, esse número seria maior, justifica a enfermeira.
A enfermeira frisou que é importante lembrar que as comissões devem notificar, pois é a notificação que mostra que elas são atuantes dentro do hospital e que fazem o trabalho em cima dos números. Não existe índice de infecção zero, esse dado é fictício e a maioria das comissões acaba enviando os dados todo mês para a regional de saúde que repassa a secretaria de Estado da saúde do Estado do Paraná. Acredito que por medo de punição por parte do hospital. Essa é uma preocupação nossa, não queremos um índice zero, queremos que eles busquem os dados corretos desses pacientes, preconizamos a qualidade da assistência do paciente, afirmou Kulik.