LC morrerá no final de “Além do Horizonte”

Entre as emoções reservadas à última semana de “Além do Horizonte” (Globo) está o destino do temido vilão LC, vivido por Antonio Calloni. O veterano comemora seu primeiro grande vilão em uma novela. “Recebo muitos elogios, e isso é o melhor estímulo. Escuto frases como: “Estou morrendo de ódio de você’, “O LC é louco!'”, diverte-se o ator, que se despede no personagem na próxima sexta, no último capitulo da trama -que vem rendendo média de 21 pontos no Ibope (cada ponto equivale a 65 mil domicílios na Grande SP), um número abaixo do esperado para o horário. “Ao longo da novela, descobri que o LC é um idealista completamente doente. A punição dele vai ser morrer com um grande sorriso na boca.”

Criador da Comunidade, que foi o grande cenário da novela, LC mostrou que seria capaz de qualquer coisa para manter seus ideais -o que custou a vida de alguns personagens e abalou sua relação com a filha, Lili (Juliana Paiva). “É impossível ele reconquistar o carinho da filha. Ele foi completamente seduzido pelo lado negro da força. Mas, de uma maneira torta, ajudou ela a amadurecer”, diz Calloni.

Ao longo da trama, LC colecionou desafetos, como Tereza (Carolina Ferraz), William (Thiago Rodrigues) e Kléber (Marcello Novaes), seu ex-braço direito, com quem deve travar um embate final. “O LC não perdoa a traição, e Kléber sabe de todo o seu passado. É esperar para ver”, diz Marcos Bernstein, que escreve a novela com Carlos Gregório.

“Além do Horizonte” apresentou ao público um vilão dominado pelo desejo da felicidade plena, tanto que ajudou a projetar um equipamento com essa finalidade. “A máquina é a motivação de LC para realizar seu sonho de dominar o mundo por meio da felicidade. A mensagem da novela é que a felicidade pode estar muito perto. Ela mora em cada um”, prega Bernstein.

Com mais um personagem forte em sua carreira, Calloni comemora os resultados do trabalho. “Na TV, fiz vários personagens com o caráter duvidoso. Mas tenho o maior orgulho de ter conseguido vencer as limitações do horário e de ter construído um grande vilão. Vou, sim, sentir saudade dele”, conclui o ator.