O Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e região realizou nesta quarta-feira, um ato de protesto contra o anúncio de fechamento de mais 20 agências do HSBC, em todo o País. Os sindicalistas reuniram-se em frente à agência, no centro da cidade e o atendimento foi paralisado durante todo o dia. Apenas os caixas eletrônicos podiam ser utilizados ontem. Uma carta aberta, explicando os motivos da paralisação foi distribuída aos clientes que passavam pelo local.
De acordo com a carta, o HSBC está atuando no Brasil há 17 anos, e o atual momento é um dos mais complicados. A situação dos quase 23 mil funcionários do HSBC nunca esteve tão ruim. Por conseqüência, o banco inglês não oferece serviços de atendimento com a qualidade e presteza que clientes e usuários merecem, diz uma parte da carta. Atualmente, segundo o Sindicato, são apenas 866 agências em todo o país. Já anunciaram o fechamento de mais 20 até o final deste mês, o que vai significar 355 unidades a menos do que tínhamos em dezembro de 1997, diz Augusto Klank Junior, funcionário do HSBC de Campo Mourão e diretor do Sindicato dos Bancários.
Além do fechamento das agências, o sindicato protesta contra demissões, falta de funcionários, assédio moral por metas consideradas abusivas, perseguição aos adoecidos pelo trabalho, entre outros problemas. Nosso protesto é para exigir que o banco amplie e rede de atendimento à população, contrate mais funcionários e interrompa o fechamento dessas outras 20 agências. Não podemos permitir que o HSBC precarize o atendimento aos clientes e usuários e desrespeite os trabalhadores como vem fazendo há anos, completa a carta.
Junior afirma que em Campo Mourão, a situação ainda é boa, se comparada com agências situadas em cidades menores. Agências pequenas estão sendo fechadas e o descaso tem causado muitos transtornos, como por exemplo, a falta de ar-condicionado aos funcionários e até falta de limpeza em alguns departamentos. Estamos realizando esse protesto para que providências sejam tomadas, mas caso não aconteçam as melhorias exigidas vamos voltar a nos manifestar, completa.