Após o fim da greve dos professores da rede estadual, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Campo Mourão começou a orientar diretores a pensar em um calendário alternativo. Para suprir os seis dias em que os alunos ficaram seis aulas, caberá a cada escola montar uma proposta de reposição – o que deverá ser feito até o final desta semana. Assim que estiverem prontas as planilhas serão analisadas pelos técnicos da regional e posteriormente homologadas. A greve dos professores terminou após um acordo realizado no final da tarde do dia 29 de abril, no entanto, como os docentes do interior estavam em assembleia na Capital e o dia seguinte seria véspera de feriado, as atividades só foram normalizadas na segunda-feira (5).
O diretor do NRE, José Bardini Neto, afirmou que todas as escolas estão funcionando normalmente. Agora temos que tratar de repor esses dias parados, coloca. No mesmo dia em que as aulas retornaram, o núcleo enviou ofícios com orientações aos diretores sobre as atitudes que precisam ser tomadas para normalizar o calendário. Foram retirados do calendário seis dias e eles pertencem ao aluno. Nós temos que garantir o direito do aluno a essa reposição, detalha.
Segundo ele, o núcleo fez algumas sugestões sobre como poderão ser organizadas essas aulas ‘extras’, mas que cada escola poderá promover a sua reorganização do calendário escolar de acordo com as possibilidades que eles têm. Entre as sugestões repassadas estão utilizar uma semana do recesso escolar de julho, além de outros recessos que estavam no calendário anterior do Estado. Para evitar inconvenientes aos alunos e prefeituras, pois o transporte escolar é responsabilidade compartilhada entre Estado e Município, serão evitadas as aulas aos sábados. Não gostaríamos de fazer reposição aos sábados porque teríamos o inconveniente muito grande que é o transporte escolar. Vamos fazer de tudo para que essa reposição seja feita nos dias da semana, completa.
A greve
A greve dos docentes da rede estadual pedia o reconhecimento da sétima hora atividade, o fim do desconto do auxílio transporte de professores em tratamento médico, e o pagamento de reajustes salariais.