Ontem o Governo Federal fez o anúncio do Plano Agrícola e Pecuário da temporada 2014/15 e logo em seguida recebeu críticas da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná (Faep). O principal motivo da reclamação foi a elevação do juro padrão de 5,5% para 6,5%. A agropecuária comercial terá R$ 156,1 bilhões no crédito rural da temporada 2014/15.
De acordo com os representantes do setor paranaense, os movimentos do palácio do planalto estão voltados para a Campanha Eleitoral e isso também aconteceu no lançamento do plano safra. Eles colocam que o aumento dos juros impede o desenvolvimento econômico do país, além de que a manutenção das taxas anteriores era essencial para a competitividade dos produtores. O motivo são as condições de desigualdade com os principais países produtores de alimentos detentores de sólidas políticas agrícolas e infraestruturas e logísticas incomparavelmente melhores do que as que o Brasil dispõe, diz trecho da nota lamentando o anúncio que foi distribuída ontem pela internet.
Ainda segundo a Faep, a elevação dos juros deve encarecer os custos de produção que já sofrem com problemas de logística no escoamento e com a inflação incidente sobre os insumos básicos. Em seus cálculos, o aumento da taxa de juros terá um impacto estimado de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 800 milhões no custeio durante a safra e nas linhas de investimento em R$ 240 milhões/safra. É bom lembrar que o produtor rural sempre responde aos estímulos e desestímulos rapidamente, recorda.
Plano
O valor de R$ 156,1 bilhões representa reajuste de 13,7% sobre os R$ 136 bilhões de 2013/14. Um ano atrás o reajuste foi de 17,6%. O juro tinha sido reduzido de 6,75% para 5,5% em 2012/13. Dos R$ 156,1 bilhões, R$ 112 são para custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para investimento. Segundo o ministério, esse valor não é limitante e se for usado poderá ser ampliado.
Sobre as críticas aos juros, o planalto argumentou que mesmo a taxa básica de juros tendo passado de 7,5% para 11%, o juro do crédito rural subiu apenas um ponto. Os juros para construção de armazéns serão de 4%, para agricultura de baixo carbono de 5%, para médios produtores continuam sendo de 5,5% e para compra de máquinas de 4,5% a 6%. O limite por produtor para custeio da agricultura foi ampliado em 10%, para R$ 1,1 milhão. (Com informações da Faep)