Neste domingo será realizada a tradicional Festa da Solidariedade (churrascada beneficente) no Lar dos Velhinhos Frederico Ozanan de Campo Mourão. Toda a renda do evento é destinada à instituição e a previsão é de que sejam arrecadados em torno de R$ 120 mil. Segundo a comissão organizadora, foram colocados 1.200 churrascos à venda. No ano passado alcançamos R$ 107 mil, mas tenho certeza de que este ano chegaremos aos R$ 120 mil, disse o empresário Geraldo dos Santos, que faz parte da diretoria do Lar dos Velhinhos. Cada churrasco custa R$ 50,00.
Quem for almoçar no local deve levar pratos e talheres. A Festa da Solidariedade já se tornou tradição no município e poderia até ser aumentada, porém a comissão organizadora optou por manter o mesmo número de churrascos por conta da estrutura no asilo. O objetivo é garantir a qualidade do atendimento aos visitantes. A lição que tiramos do ano passado é de que temos que manter o número de 1.200 churrascos, pois não temos estrutura para aumentar a capacidade da festa, completou ele.
O presidente do Lar dos Velhinhos, Henrique Kloster Salonski, o Kiko disse que a renda da festa será revertida para as despesas, que são altas no abrigo. Mensalmente, os gastos giram em torno de R$ 92 mil a R$ 95 mil e cada idoso gera despesas equivalentes a R$ 1 mil por mês. São muitos os gastos, começando pelas despesas com energia elétrica que passa de R$ 2 mil, assim como o consumo de água que também não fica abaixo desse valor, revelou Kiko. Geraldo explica que a Festa da Solidariedade é a única promoção em prol do asilo. É a única promoção que temos e nos garante uma boa ajuda, pois contamos também com o apoio da comunidade que colabora com doações, afirma ele.
Confira as fotos do ano passado:
A transparência com a prestação de contas de tudo o que entra no Lar dos Velhinhos contribui para que a instituição conquiste cada vez mais colaboradores. Prestamos conta de tudo. Por isso, quando saímos pedir doações não encontramos nenhuma dificuldade e muitos empresários dizem que já estavam nos esperando, agradece Kiko.
O Lar dos Velhinhos é mantido por meio de convênios e por lei, cada idoso disponibiliza 70% da aposentadoria para auxiliar nas despesas. Atualmente o local abriga 65 idosos, mas há uma fila de espera com mais de 20. É complicado, pois aqui só abre vaga quando alguém morre, pois raramente alguma família chega para levar o idoso embora, lamenta o presidente da entidade.