O Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e Região paralisou na última sexta-feira (16) o atendimento na agência do Banco Itaú Unibanco, no centro da cidade em sinal de protesto pela demissão de um funcionário. Com o lema Demitiu, Parou, o Sindicato dos Bancários promove esse tipo de protesto a cada demissão ocorrida no País, segundo a presidente do órgão em Campo Mourão, Nivalda Roy. Iniciamos essa campanha do ‘Demitiu, Parou’ e onde houver uma única demissão que seja estaremos paralisando a agência. Fizemos esse protesto hoje (ontem) porque teve demissão na agência de Campo Mourão, disse ela.
Nivalda utiliza os lucros do banco para defender a posição do Sindicato. Não se justifica o grande número de demissões feitas pelo Itaú, pois o lucro do banco é muito elevado. Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre deste ano foram quase R$ 5 milhões de lucro, enquanto no mesmo período demitiram 733 funcionários, criticou Nivalda, ao acrescentar ainda que entre 2013 e 2014, os lucros do Itaú aumentaram em aproximadamente 30%.
Diante desses números positivos, a presidente do Sindicato afirma que o banco deveria empregar mais e não dispensar. Estamos indignados, pois se o banco prega responsabilidade social, precisa entender que desemprego não representa responsabilidade social em lugar nenhum. As demissões acabaram gerando muito transtorno aos clientes, que cada vez mais passam maior tempo em filas à espera de atendimento. Por isso estaremos prontos para novas paralisações, caso seja necessário.
Segundo nota enviada à imprensa pelo Sindicato dos Bancários de Campo Mourão, o Itaú Unibanco teve lucro líquido recorrente de R$ 4,529 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 29% sobre igual período do ano passado, de acordo com balanço divulgado. A cifra superou a expectativa do mercado. Analistas consultados pelo jornal Valor Econômico esperavam, pela média, lucro ajustado de R$ 4,452 bilhões, declara a nota.
Os bancos brasileiros vêm obtendo a mais alta rentabilidade da economia do país e de todo o sistema financeiro internacional, banco que elimina postos de trabalho não tem responsabilidade social e não contribui para o desenvolvimento econômico com distribuição de renda, dispara Nivalda.